As necessidades básicas de cada um dos habitantes do nosso planeta, seja no presente ou no futuro — alimentação, moradia, energia, transporte, educação, saúde — são produzidas em grande parte a partir de recursos naturais, transformados por processos que vão dos mais simples aos mais complexos. Se quisermos atender de forma sustentável uma população global ainda em crescimento, torna-se imperativa a aplicação de novas tecnologias a estes processos, executados por algumas das indústrias mais tradicionais do mundo moderno.
Conforme mencionamos em nossa última coluna, nunca extraímos tanta matéria-prima do planeta. Em 1950, por exemplo, o total da produção global de petróleo era de aproximadamente 6.000 terawatts/hora de acordo com o relatório Statistical Review of World Energy 2024, produzido pelo Energy Institute. Cinquenta anos depois, em 2000, o valor ultrapassava os 40.000 TWh, e hoje já está acima de 50.000 TWh. A extração do minério de ferro também experimentou um crescimento vertiginoso: dados do National Minerals Information Center (Centro Nacional de Informações Minerais, vinculado ao Departamento do Interior do governo norte-americano) indicam que, em meados do século XX, cerca de 250 milhões de toneladas de minério de ferro eram extraídas anualmente ao redor do mundo. Em 2021, este valor era dez vezes maior, ultrapassando 2,5 bilhões de toneladas.
O cenário para as próximas décadas, portanto, aponta para o crescimento da população global e, ao mesmo tempo, para o aumento na demanda dos materiais que movem o mundo. Considerando o impacto sobre o ecossistema que operações de extração de recursos naturais usualmente possuem, fica clara a importância da adoção de inovações estruturais em indústrias químicas, de mineração, de gás e óleo e florestais, por exemplo.
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