Senadora do PP desmente Ciro Nogueira sobre apoio a Toffoli

Tereza Cristina nega apoio do PP a Dias Toffoli e critica nota oficial

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) se manifestou publicamente para desautorizar uma nota oficial divulgada pela Federação União Progressista, que expressava apoio ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a parlamentar, a posição defendida na nota, assinada por Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, e Antonio Rueda, presidente do União Brasil, não foi debatida nem aprovada pela bancada do Progressistas no Senado.

Bancada do PP não foi consultada

Em publicação no X (antigo Twitter), Tereza Cristina, em nome de outros cinco senadores do PP (Hiran Gonçalves, Esperidião Amin, Luis Carlos Heinze e Margareth Buzetti), declarou que a nota “não pode ser interpretada como representativa dos senadores do PP”. A senadora enfatizou que a bancada não foi consultada sobre o assunto, demonstrando um racha interno na legenda.

Federação defende Toffoli em meio a polêmica

A nota da Federação União Progressista surgiu em meio à repercussão de menções encontradas no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em uma investigação da Polícia Federal. O ministro Toffoli admitiu ser sócio de uma empresa que vendeu participação em um resort ao cunhado do banqueiro. A federação, na nota, classificou as acusações como “uma versão caluniosa” e pediu atenção às narrativas que buscam desgastar a imagem do ministro, defendendo o fortalecimento da justiça com equilíbrio e respeito às instituições.

Relações de Ciro Nogueira com o caso Master

Relatos indicam que Ciro Nogueira, um dos signatários da nota de apoio a Toffoli, possui proximidade com Daniel Vorcaro. Ele teria sido ouvido antes da aprovação da oferta de compra do Master pelo BRB, em uma negociação vista como estratégica para o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, que busca apoio para as eleições de 2026. A divergência expressa por Tereza Cristina expõe uma tensão dentro do Progressistas, com parte da bancada senatorial se distanciando de decisões tomadas pela liderança nacional da federação.


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