[Editado por: Marcelo Negreiros]
A cidade de São Paulo alcançou um marco preocupante, com mais de 600 ataques a ônibus registrados desde o início da onda de vandalismo, em 12 de junho. Conforme levantamento da SPTrans, empresa que gerencia linhas na capital paulista, e da Agência de Transporte do Estado de São Paulo, já foram contabilizados 616 casos de depredação em diferentes regiões do município, afetando o transporte público no último mês.
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Somente entre esta sexta-feira, 11, e a madrugada deste sábado, 12, foram registrados 24 novos episódios de destruição na capital paulista, atingindo áreas diversas, segundo comunicado da SPTrans. A companhia orientou empresas operadoras a reportar imediatamente qualquer ocorrência à Central de Operações e formalizar registros no sistema policial.
Prisões e ações da polícia diante dos ataques a ônibus


A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que, na última quinta-feira, 10, efetuou a prisão em flagrante de um homem depois de ele lançar pedras e danificar um ônibus em Guaianases, distrito do extremo da zona leste paulista.
“Ele foi autuado por dano qualificado e atentado contra a segurança de outro meio de transporte”, afirmou a SSP-SP. O suspeito segue detido à disposição da Justiça, com registro feito no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil paulista.
Em outras ações recentes, dois homens foram detidos no sábado 5, depois de destruírem veículos nas regiões de Pirituba e Santo Amaro, zonas noroeste e sul da cidade de São Paulo, respectivamente. No domingo 6, um suspeito de ataque ocorrido em 27 de junho, que resultou em ferimentos graves a uma passageira atingida no rosto por uma pedra, foi identificado e preso.
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A SSP-SP também relatou que a vítima sofreu múltiplas fraturas na face e risco de vida devido ao ataque. Além disso, um adolescente envolvido em vandalismo foi apreendido na sexta-feira 4. Ele, entretanto, acabou liberado para os responsáveis depois da realização dos procedimentos legais.
Concessionárias mais afetadas e resposta das autoridades


Um relatório da Polícia Civil destaca que três concessionárias concentram o maior número de veículos atingidos:
- Mobibrasil, com 40 ocorrências;
- Transppass, com 28; e
- Viação Grajaú, com 26 ônibus danificados
As concessionárias predominam nas zonas sul e oeste da capital paulista.
Para combater os crimes, a Polícia Militar iniciou, na quinta-feira 3, a Operação Impacto – Proteção a Coletivos, reunindo cerca de 7,8 mil policiais e 3,6 mil viaturas em todo o estado, com o objetivo de aumentar a segurança no transporte público. A iniciativa, que envolve apoio da Polícia Civil e do Deic, está prevista para seguir até 31 de julho.
Leia também: “A indústria do sequestro de veículos”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 277 da Revista Oeste
[Oeste]
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