STF prende Bolsonaro: Crise se agrava e oposição busca anistia

STF prende Bolsonaro e acirra crise institucional

A prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito de um processo que apura uma suposta tentativa de golpe, elevou a tensão política no Brasil a um novo patamar. A decisão, que determinou o cumprimento imediato da pena em sala reservada na Polícia Federal, com plantão médico disponível, gerou reações imediatas e divididas na sociedade e no meio político. A defesa de Bolsonaro já anunciou que irá recorrer da decisão, contestando os prazos para o trânsito em julgado do processo. A prisão de outros nomes ligados ao ex-presidente, como os generais Heleno e Paulo Nogueira, que foram levados ao Comando Militar do Planalto, intensificou o cenário de crise. Enquanto apoiadores da direita classificam a medida como um “marco do fim da democracia”, o ministro Gilmar Mendes, do STF, declarou que o Brasil vive um momento de “normalidade”.

Oposição articula anistia e indulto

Em resposta à prisão de Bolsonaro, a oposição no Congresso Nacional intensificou a mobilização em busca de anistia e indulto para o ex-presidente. Líderes partidários afirmam já possuir votos suficientes para aprovar uma proposta de anistia ainda nesta semana. Paralelamente, o senador Ciro Nogueira, do PP, estabeleceu uma condição clara para o apoio de seu partido a qualquer candidato à presidência: o compromisso em conceder indulto a Bolsonaro.

Governo Lula enfrenta derrotas e crises no Legislativo

O governo do presidente Lula também tem enfrentado turbulências significativas. O Senado Federal impôs uma derrota unânime ao Executivo com a aprovação de uma medida econômica conhecida como “pauta-bomba”. Os atritos com os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, aumentam o risco de novas perdas para o governo. Em outra frente, o União Brasil decidiu expulsar um ministro do governo Lula, e o deputado Alexandre Ramagem, considerado foragido, teve seu mandato cassado por determinação do ministro Alexandre de Moraes. A decisão de Moraes, que o presidente da Câmara afirmou que analisará, levou à proibição de deputados votarem do exterior.

Indicação de Messias ao STF gera atrito com o Senado

A indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF também se tornou um foco de crise. O senador Rodrigo Pacheco marcou a sabatina para o dia 10 de dezembro, mas também iniciou uma retaliação contra o governo, avaliando acelerar ritos que possam dificultar a aprovação de Messias. A oposição tem utilizado um parecer antigo do indicado sobre aborto para atacá-lo, e ele pode ser convocado a uma CPI para explicar uma suposta omissão da AGU em um caso envolvendo o irmão de Lula. Diante do cenário adverso, Messias buscou apoio público ao elogiar o senador Pacheco.


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