Bastidores no STF indicam que Dias Toffoli pode adiar decisão sobre o Banco Master
Nos corredores do Supremo Tribunal Federal (STF), a avaliação é unânime: o ministro Dias Toffoli teria a intenção de reverter a liquidação do Banco Master. No entanto, a maioria de seus colegas acredita que ele **optará por adiar essa medida**, buscando evitar uma nova onda de críticas públicas direcionadas à Corte. A percepção é que Toffoli está ciente da sensibilidade do caso e do potencial de novas revelações que poderiam expor o tribunal a ainda mais questionamentos.
Banco Central sob alerta e investigações atípicas marcam o caso Master
O temor de que Toffoli anule a liquidação do Banco Master paira sobre o Banco Central. Caso isso ocorra, técnicos da autarquia podem se tornar alvos de investigações. As apurações já revelaram a existência de **12,2 bilhões em créditos podres** que foram revendidos ao BRB, um montante significativo que levanta sérias preocupações sobre a gestão e fiscalização financeira. A condução das investigações pelo STF, sob relatoria de Toffoli, tem sido descrita por alguns ministros como **atípica**, com medidas como alto grau de sigilo e uma acareação precipitada, antes mesmo da coleta de depoimentos.
Pressão externa e atipicidades no recesso judicial
A pressão da imprensa e da opinião pública, segundo relatos reservados de ministros, pode ser um fator determinante para frear os ânimos de Toffoli. A condução do caso durante o recesso de fim de ano, com a Polícia Federal sendo instruída a realizar interrogatórios antes de avaliar a necessidade de acareações, adiciona um elemento de estranheza ao processo. A situação se torna ainda mais peculiar com a informação de que Toffoli teria viajado no mesmo avião que um dos advogados envolvidos no caso Master, levantando questões sobre a **isenção do STF**. Paralelamente, a advogada Viviane de Moraes, casada com o ministro Alexandre de Moraes, mantém um contrato de R$ 129 milhões com o banco, adicionando outra camada de complexidade à percepção de imparcialidade.
Embora haja críticas sobre a condução atípica, um grupo de ministros considera a acareação como um passo importante para esclarecer as versões do Banco Central, do BRB e do Master. Um ministro, em caráter reservado, afirmou que a realização do procedimento durante o recesso, embora incomum, não apresentaria problemas intrínsecos. A decisão final sobre a liquidação do Banco Master, portanto, parece estar em um delicado equilíbrio entre a intenção de Toffoli e as **pressões externas e internas** que moldam o ambiente do STF.
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