Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço contra o Brasil: ‘Nenhum setor pode ficar para trás’

Decisão favorável ao Brasil

Em um desfecho aguardado, a **Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou o tarifaço global** imposto pelo ex-presidente Donald Trump, uma medida que impactava diretamente as exportações brasileiras. A decisão, proferida por seis votos a três, considerou a ação de Trump **ilegal**, aliviando a pressão sobre diversos setores da economia nacional.

Liderança do Senado comemora e alerta

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), que liderou a comitiva do Senado em Washington para reverter a medida, celebrou a decisão, mas fez um **alerta importante**: é fundamental garantir que “nenhum setor fique para trás”. Trad destacou que, desde julho, alertava os parlamentares americanos sobre os prejuízos mútuos causados pelo uso de instrumentos emergenciais para impor tarifas unilaterais.

O poder do Congresso e a decisão da Corte

A Suprema Corte fundamentou sua decisão no fato de que a **Constituição americana confere ao Congresso o poder de impor impostos**, incluindo tarifas. O presidente da Corte, John Roberts, escreveu que “os autores da Constituição não conferiram qualquer parte do poder tributário ao Poder Executivo”. Embora o governo Trump tenha argumentado que uma lei de 1977 permitia a ação em casos de emergência, a Corte interpretou que a imposição de tarifas de importação era prerrogativa exclusiva do Legislativo.

Histórico da negociação

A comitiva brasileira, formada por parlamentares de diversos partidos, havia se deslocado até Washington em julho para buscar um recuo nas tarifas de 50% sobre importações brasileiras. Após algumas concessões americanas, especialmente no setor do agronegócio, a decisão final da Suprema Corte representa uma **vitória significativa para as relações comerciais** entre Brasil e Estados Unidos. A expectativa agora é de uma retomada mais fluida das negociações e um ambiente mais favorável para os exportadores brasileiros.


Descubra mais sobre MNegreiros.com

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Comente a matéria:

Rolar para cima