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como o PDT se articula após eleição



O PDT teve um desempenho aquém do que esperava nas eleições de 2022. Após ver a bancada diminuir no Congresso Nacional e não eleger nenhum governador ou senador, o partido decidiu ingressar na base do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao mesmo tempo em que busca fortalecer as bases da legenda já de olho nas eleições de 2024 e 2026.

Um dos principais pontos de preocupação é o Ceará. O PDT do estado, que é uma das maiores bases do partido por ser berço político dos irmãos e ex-governadores Ciro e Cid Gomes, registrou diversas disputas internas durante o período eleitoral, que culminaram na derrota do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Claudio (PDT). O petista Elmano de Freitas foi eleito em primeiro turno.

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, viajou nesta semana ao estado para tentar resolver uma divisão entre o grupo de Ciro e o presidente estadual do diretório, André Figueiredo, que defende “independência” frente ao mandato de Elmano, e a ala do senador Cid Gomes, que prega uma coalisão entre as legendas de esquerda no estado. O partido ainda não anunciou se será oposição ou se apoiará o governo do PT no estado.

A divergência ocorreu ainda antes do primeiro turno, quando o PDT optou pela candidatura de Cláudio em detrimento da governadora do Ceará, Izolda Cela, que decidiu deixar o partido, fez campanha para os petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Elmano e atualmente é cotada para ser ministra da Educação.

Desentendimentos também ocorreram em outros estados, como no Rio de Janeiro, onde o candidato do PDT ao governo do estado, Rodrigo Neves, também chegou a fazer acenos a Lula antes do segundo turno.

Essas divisões internas e as dificuldades de uma eleição polarizada foram decisivas para que o partido elegesse 17 deputados federais, dois a menos em comparação a última legislatura. A expectativa do partido era eleger ao menos 35 representantes.

Falando à Gazeta do Povo sobre o desempenho da legenda das urnas, o deputado federal Pompeo de Mattos (PDT-RS), reeleito para o sexto mandato consecutivo, disse que o partido precisa “lamber as feridas” e se “reencontrar” para “conseguir uma sobrevida”.

Mattos analisou que outros partidos, como o PSDB e o PSB, também tiveram números abaixo do esperado nas eleições, resultado da polarização entre Bolsonaro e Lula.

“Como a eleição ideologicamente ficou vinculada ao Lula e ao Bolsonaro, os eleitores acabavam pressionados a votar nos candidatos de Lula e de Bolsonaro. Foi uma eleição de nomes e não de projetos”.

PDT integra conselho político de Lula

O PDT deve compor a base de Lula, mas não há, até o momento, previsão de que venha a comandar algum ministério.

“Para nós do PDT, estar com o Lula desde o final do primeiro turno era mais que esperado, até pelo nosso compromisso, com a pauta que Lula representa, e lógico, nós do PDT temos também as considerações a fazer, tanto que o Lula incorporou já no segundo turno alguns pontos programáticos do nosso projeto nacional de desenvolvimento que o Ciro tão bem tocou na campanha do primeiro turno”, disse o deputado André Figueiredo (PDT-CE) à CNN Brasil. Lupi, o presidente nacional da legenda, reforçou, na semana passada, que “não vê como não estar na base do governo”.

O deputado federal Wolney Queiroz (PDT-PE) tem sido um dos principais articuladores da sigla com a equipe de transição de Lula, sendo um dos membros do Conselho Político do presidente eleito. Em entrevista ao jornal O Globo, ele disse que o partido tem interesse em participar do núcleo de Cidades e Desenvolvimento Regional, no governo de transição.

“Nós vamos optar pelo grupo de Cidades e Desenvolvimento Regional. Pode ser para coordenar ou para ajudar os companheiros”, disse Wolney.

O partido também deseja que Lula cumpra a promessa de aderir em seu plano de governo alguns pontos do programa político de Ciro nos próximos quatro anos.

“Temas como a escola em tempo integral, a diminuição do endividamento da população brasileira, a manutenção dos valores do Auxílio Emergencial e o aumento real no salário são propostas que o Ciro trazia consigo e o Lula acabou assimilando, algo que vimos com bons olhos. Isso nos aproximou e pode fazer com que nós caminhemos juntos”, analisa Mattos.

O parlamentar ainda avalia que, mesmo fragilizado após a derrota na eleição presidencial, e as divisões dentro do partido no Ceará, Ciro ainda deve se manter como “um quadro relevante” dentro do partido.

“Nenhum partido pode abrir mão de um protagonista com o valor e o quilate de um Ciro Gomes. O papel dele apenas o tempo vai dizer. Mas o Ciro está na ativa. O Lula tem 77 anos e o Ciro tem 12 anos a menos. O Lula não pode abrir mão do Ciro. É um nome prestigiado e com nome nacional. Qual o partido que se encarrega disso? Há quatro anos atrás o Lula estava preso e o PT perdia uma eleição. Não podemos subestimar o tempo”, finaliza Mattos.

Desde o resultado das eleições, Ciro se manifestou uma única vez sobre a vitória de Lula. No Twitter, o ex-ministro cumprimentou o petista pela vitória e desejou “toda a felicidade na honrosa missão a si concedida pela maioria de nosso povo brasileiro”.





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veja o que foi destaque nesta segunda-feira no Paraibaonline


Ipec: confira a nova pesquisa sobre a corrida presidencial

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Nilvan Ferreira anuncia posição no 2º turno para governador. Veja

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Pastor que disputou o Senado anuncia apoio a Pedro Cunha Lima

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Chico Buarque: “Esse governo tenebroso vai passar”

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Nilvan Ferreira afirma lealdade a Bolsonaro e diz que vai trabalhar para reeleger o presidente

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João Azevêdo recebe apoio de seis prefeitos

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Cícero Lucena alerta eleitores sobre aliança entre Pedro e Veneziano

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“Não subo em palanque onde tem a esquerda”, dispara Nilvan Ferreira

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Aparte: pesquisas que serão divulgadas para presidente esta semana

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Ex-presidente ganha na maioria das cidades que mais perderam empregos

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Vídeo: Nilvan diz que seus eleitores são uma legião que acredita na mudança

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Sérgio Queiroz diz que seu apoio a Bolsonaro é avaliativo

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Apresentador ‘suprapartidário’ da Band se encontra com o ex-presidente Lula

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Sérgio Queiroz enumera motivos que o levaram a apoiar Pedro

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Bruno Cunha Lima anuncia apoio a Sérgio Queiroz para Prefeitura de João Pessoa em 2024

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Por vitória em primeiro turno, campanha de Lula foca no Sudeste e tenta evitar abstenção

Integrantes do PT avaliam que eleitor de baixa renda, que apoia majoritariamente o ex-presidente, é o mais suscetível a não comparecer às urnas, o que pode influenciar resultado final

Reprodução/Partido dos Trabalhadores/Ricardo StuckertLua e Alckmin Pesquisa Ipec divulgada na segunda-feira, 19, mostra que, se eleição fosse hoje, Lula venceria a eleição no primeiro turno

A pesquisa Ipec divulgada na noite da segunda-feira, 19, voltou a mostrar a possibilidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer a eleição presidencial no primeiro turno, marcado para o dia 2 de outubro. De acordo com o levantamento, o petista tem 52% dos votos válidos, quando são excluídos brancos e nulos.

O dado deu novo fôlego à campanha do PT, que definiu uma estratégia para os 12 dias que antecedem a primeira etapa de votação. Segundo apurou o site da Jovem Pan, três pontos são tratados como fundamentais: intensificar agendas no Sudeste, que concentra três dos cinco maiores colégios eleitorais do país (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro), consolidar a votação nas regiões onde o ex-presidente tem ampla vantagem, como no Nordeste, e tentar evitar a abstenção.

Nas duas últimas semanas, Lula vai intensificar os atos de campanha no Sudeste. Na sexta-feira, 23, por exemplo, o ex-presidente deve realizar um comício em Ipatinga, município do interior de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.

No domingo, 25, o petista vai ao Rio de Janeiro, berço político de seu principal adversário, o presidente Jair Bolsonaro (PL). Nos próximos dias, de acordo com relatos feitos à reportagem, Lula também deve cumprir agenda na periferia de São Paulo ao lado de Guilherme Boulos, candidato a deputado federal pelo PSOL e um dos coordenadores da campanha petista no Estado.

Boulos tem alertado a cúpula do PT sobre como o eleitor da periferia é mais propenso a não votar, em razão do deslocamento e de questões financeiras.

A atenção ao eleitor das classes C e D é defendida por Jilmar Tatto, secretário nacional de comunicação do PT. “Nos últimos tempos, abstenção se dá nas classes C e D. Então, o foco é esse. A mensagem para esse povo tem que ser essa é a oportunidade de mudar de vida. Se o cara não vai votar, é porque ele está desiludido.

A mensagem vai ser nesse sentido: para vidar de vida, tem que votar no Lula. Vamos focar bastante nessa ideia da importância de votar, tanto do ponto de vista da democracia quanto do ponto de vista de mudar a vida deles. Esse deve ser o foco daqui para frente, porque o voto no Lula e no Bolsonaro estão consolidados, não tem mais o risco de deslocamento do eleitor [de um para o outro]. Por isso, o desafio é buscar esse eleitor que pode, eventualmente, deixar de votar”, disse Tatto ao site da Jovem Pan.

Na avaliação de um dirigente do PT próximo a Lula, a abstenção pode ser maior justamente entre os mais pobres, em que a vantagem do ex-presidente sobre Bolsonaro é maior. Entre quem recebe até um salário mínimo, o petista vence por 58% a 20%; entre os que ganham de um a dois salários mínimos, a dianteira é de 24 pontos (51% a 27%).

“Nessa reta final, uma vitória no primeiro turno passa por dois pontos fundamentais: de um lado, consolidar a liderança que nós temos e garantir que, nas regiões em que Lula ganha muito na frente de Bolsonaro, a gente não tenha abstenção. Isso passa pela mobilização nas redes, na campanha de TV, mobilização dos candidatos a deputados, aos governos de Estado, por facilitar o acesso ao transporte público, sobretudo, à população mais pobre, que pode ter dificuldade de chegar até o local de votação.

Em segundo lugar, dialogar com esse sentimento de rejeição a Bolsonaro, que só aumenta, isso é muito forte na região Sudeste, para tentar resolver a eleição já no primeiro turno”, afirmou à reportagem o deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), um dos interlocutores da campanha de Lula com o mercado financeiro.

A pesquisa Ipec divulgada na noite da segunda-feira mostra que 52% dos eleitores do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) ainda podem mudar seu voto. O PT trabalha com a possibilidade de a maioria deste grupo votar em Lula. Padilha diz, no entanto, que os petistas não farão “campanha direcionada para o eleitor de nenhuma outra candidatura”.

O foco, afirma, será abordar “a importância estratégica da eleição em primeiro turno”. “Se ganharmos a eleição no primeiro turno, Bolsonaro terá menos condições de questionar o resultado eleitoral, porque [ele] vai ter que questionar o resultado de 27 governadores, 27 senadores, 513 deputados federais e milhares de deputados estaduais”, explica.

O ex-governador do Piauí Wellington Dias, um dos coordenadores da campanha de Lula, diz que o segredo para a reta final é “apresentar argumentos firmes, com paciência, com muito jeito e respeito”. Dias também faz outro prognóstico: “Em todas as eleições nós conquistamos, no mínimo, mais quatro pontos percentuais na semana final.

Por isso estamos otimistas e trabalhando muito para consolidar a vitória no primeiro turno”, afirmou ao portal da Jovem Pan. Dentro do partido, porém, petistas de proa dizem que, apesar de as pesquisas apontarem a possibilidade de Lula liquidar a fatura ainda na primeira etapa de votação, “é importante conter o clima de já ganhou”.

A ideia, diz um aliado do ex-presidente, é evitar que uma eventual confirmação de disputa em segundo turno sirva de munição para a campanha do presidente Jair Bolsonaro. “Vão tentar dizer que não resolver no primeiro turno foi uma derrota para nós. Isso é balela, mas precisamos ficar atentos”, afirma. “Nossa campanha está preparada para ganhar as eleições no primeiro ou no segundo turno. A gente não entra em campo para jogar um tempo apenas. Estamos preparados para jogar os dois tempos”, resume Alexandre Padilha.

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Janones defende uso de fake news contra Bolsonaro


O deputado federal André Janones (Avante-MG) defendeu a propagação de fake news contra o presidente Jair Bolsonaro (PL). Em tuíte publicado nesta segunda-feira, 5, o coordenador digital da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência recomendou aos seguidores que divulgassem no WhatsApp informações falsas sobre o chefe do Executivo.

“Atenção, urgente: partido de Bolsonaro estaria por trás do pedido de suspensão da lei que aprovamos no Congresso, garantindo o piso salarial da enfermagem”, escreveu o parlamentar. “Se for confirmado, é grave. Muito grave.”

Em seguida, Janones não apenas assumiu que o conteúdo é falso, mas também defendeu que as fake news sejam usadas para manchar a imagem do presidente da República. “Mamadeira de piroca se combate com outra mamadeira de piroca”, disse, referindo-se à uma notícia falsa sobre Fernando Haddad (PT) que circulou nas eleições de 2018. Na época, espalhou-se o boato de que o petista estaria defendendo que creches distribuíssem mamadeiras com formato de pênis às crianças.

“Printem isso e viralizem pelo WhatsApp”, afirmou o aliado de Lula. “Vou fazer live, também. Façam chegar em todo o Brasil. Olho por olho, dente por dente.”

Em 4 de agosto, Bolsonaro sancionou o novo piso salarial de enfermagem. Segundo a Lei 14.434/2022, o piso salarial para enfermeiros passou a ser de R$ 4.750. Para os técnicos de enfermagem, por sua vez, R$ 3.325. No caso dos auxiliares e das parteiras, o salário será de R$ 2.375.

No domingo 4, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu o piso salarial de enfermagem. O ministro deu o prazo de 60 dias para que o governo federal, as unidades da Federação e as entidades do setor se manifestem sobre o impacto financeiro, o risco de demissões e a possível redução na qualidade dos serviços oferecidos.





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Justiça do RJ ouve homem que atirou fezes em comício de Lula na próxima semana


André Dimitriu Alves de Brito segue preso desde o mês de julho, quando foi acusado de lançar uma bomba caseira contra um ato do ex-presidente

ROBERTO SUNGI/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOLula discursando em evento em Diadema
Lula permanece em primeiro lugar em todas as pesquisas de intenção de voto para as eleições de 2022

Está prevista para acontecer no próximo dia 12 de setembro a primeira audiência do caso em que um homem foi acusado de lançar uma bomba caseira contra um ato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na Cinelândia, região central do Rio de Janeiro. André Dimitriu Alves de Brito segue preso desde o mês de julho, quando aconteceu o ocorrido. Ele foi levado pelos agentes de segurança para a delegacia e teria dito que agiu voluntariamente porque estava incomodado e insatisfeito com o que chamou de “nociva polarização” da política brasileira. Vários pedidos de habeas corpus já foram negados, mas a defesa nega que ele tenha lançado o artefato e espera o relaxamento da prisão após a primeira audiência. O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro aguarda dados da quebra do sigilo telefônico de André Dimitriu para definir uma posição e por enquanto a promotoria tem se baseado em relatos de testemunhas e imagens de circuitos de segurança e de trânsito da Cinelândia.

*Com informações do repórter Rodrigo Viga





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‘Desejo dos 3 Poderes é fazer valer a lei’, diz Pacheco sobre decisão de Barroso


O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG),disse neste domingo, 4, que o verdadeiro desejo dos Três Poderes da República é fazer “valer a lei federal”. A fala do senador se refere a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu, hoje, o piso salarial dos enfermeiros.

“Não tenho dúvidas de que o real desejo dos Três Poderes da República é fazer valer a lei federal”, escreveu Pacheco nas redes sociais. “Simultaneamente, também é preservar o equilíbrio financeiro do sistema de saúde e entes federados. Com diálogo, respeito e inteligência, daremos rápida solução a isso.”

Barroso deu 60 dias para que o governo federal, Estados, Distrito Federal e entidades do setor se manifestem com informações sobre o impacto financeiro, risco de demissões e possível redução na qualidade do serviço oferecido.

Em contrapartida, o parlamentar disse que vai tratar “imediatamente” das informações solicitadas pelo ministro do STF. “Vou atrás das soluções para a efetivação do piso perante o STF, já que o tema foi judicializado e houve decisão do eminente Ministro Luís Roberto Barroso”, redigiu.

Na decisão do magistrado, ele disse que não é possível questionar a “relevância dos objetivos” dos parlamentares ao aprovar a lei, e nem a importância de cada profissional de saúde. “Agora, é preciso atentar aos eventuais impactos negativos da adoção dos pisos salariais impugnados”, escreveu. “Pela plausibilidade jurídica das alegações, trata-se de ponto que merece esclarecimento antes que se possa cogitar da aplicação da lei.”

A definição de Barroso é em resposta a uma ação movida pela Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços (CNSaúde). Segundo a CNSaúde, é insustentável o aumento estabelecido por lei, pois o texto não especifica de onde vem os recursos para os reajustes salariais.

Desse modo, o ministro determinou que o caso seja analisado no plenário virtual da Suprema Corte. Barroso deu 60 dias para que algumas entidades se manifestem para esclarecer as informações solicitadas por ele.

Pacheco enfatizou que o piso salarial dos enfermeiros é uma medida justa. “Criado no Congresso Nacional, o piso é uma medida justa destinada a um grupo de profissionais que se notabilizaram na pandemia e que têm suas remunerações absurdamente subestimadas no Brasil”, concluiu.

Ainda hoje, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), também se manifestou sobre a decisão do ministro Barroso. “Respeito as decisões judiciais, mas não concordo com o mérito em relação ao piso salarial dos enfermeiros”, escreveu Lira nas redes sociais. “São profissionais que possuem direito ao piso e podem contar comigo para continuarmos na luta pela manutenção do que foi decidido em plenário.”

Bolsonaro sanciona novo piso salarial de enfermagem

Em 4 de agosto deste ano, o presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou o novo piso salarial de enfermagem. Trata-se do projeto de lei (PL) 2564/2020. A proposta também aumenta o salário de técnicos e auxiliares de enfermagem e parteiras.

Aprovado em julho deste ano pela Câmara dos Deputados, o PL ainda não havia sido encaminhado ao presidente, logo depois da aprovação, porque os deputados não tinham inserido na proposta a fonte de recursos para o projeto.

No entanto, essa questão foi contornada com a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 11/2022 — iniciativa da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA). Agora, o novo valor vale depois que for publicado no Diário Oficial da União.

Uma das principais polêmicas em torno do projeto se deu em torno das questões orçamentárias. A estimativa é que a medida cause impacto de R$ 16 bilhões nas folhas de pagamentos dos setores público e privado.





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Uma dose do pensamento de Friedrich Hayek


Friedrich August von Hayek nasceu em Viena, na Áustria, em 1899. Ele é um dos principais expoentes da Escola Austríaca de Economia, conhecida por promover os princípios do capitalismo de livre-mercado.

Hayek escreveu mais de 130 artigos e 25 livros, que tratam de assuntos relacionados à economia, à psicologia, à filosofia, à política, à antropologia, à ciência e à história. O Caminho da Servidão, Os Fundamentos da Liberdade, Os Erros Fatais do Socialismo e Desestatização do Dinheiro estão entre as principais obras. Por sua contribuição intelectual, o austríaco conquistou o Prêmio Nobel de Economia de 1974.

Segundo o economista, os indivíduos teriam suas liberdades gradativamente destruídas se transferissem suas responsabilidades para o Estado. Ele considerava que os fenômenos complexos das sociedades se desenvolviam através de uma ordem espontânea, ou seja, sem a vontade deliberada de ninguém. Linguagem, costumes, moeda e comércio, por exemplo, foram construídos ao longo dos milênios por meio das relações entre os povos.

A obra de Hayek é uma espécie de antídoto contra o estatismo, a centralização e o coletivismo. Diferentemente de economistas contemporâneos, o austríaco acreditava que não havia nenhuma entidade centralizadora capaz de abarcar todas as nuances da vida humana.

A seguir, uma dose do pensamento do Nobel de Economia de 1974:

“Liberdade não significa apenas que o indivíduo tenha a oportunidade e o fardo da escolha; significa também que ele deve arcar com as consequências de suas escolhas. Liberdade e responsabilidade são inseparáveis.”

“A defesa da liberdade individual repousa, em última análise, no reconhecimento das limitações do nosso conhecimento.”

“Uma sociedade que não reconhece que cada indivíduo tem seus próprios valores, aos quais tem o direito de seguir, não pode respeitar a dignidade do indivíduo nem consegue realmente conhecer a liberdade.”

“A coerção é má justamente porque ignora o indivíduo como uma pessoa que pensa e que tem valores, fazendo dele uma simples ferramenta para alcançar os fins de outrem.”

“Sob o Estado de Direito, o indivíduo é livre para perseguir seus fins e desejos pessoais, com a certeza de que os poderes do governo não serão usados ​​deliberadamente para frustrar seus esforços.”





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Pacheco, Lira, Toffoli e ministros defendem sistema eleitoral brasileiro em evento em SP


Autoridades afastaram ideia de possibilidade de golpe contra a democracia e disseram que presidente eleito em 2022, seja quem for, tomará posse normalmente

ANTONIO MOLINA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOPresidente da Câmara, Arthur Lira, usa máscara branca, terno preto e camisa branca
Presidente da Câmara, Arthur Lira, foi um dos participantes do evento; ele garantiu que cumprirá sua função de dar posse ao presidente escolhido pelo povo nas urnas eletrônicas

A harmonia entre os três poderes, a segurança das urnas eletrônicas e as eleições presidenciais de 2022 foram assunto de debate que ocorreu na cidade de São Paulo com as presenças de integrantes do Executivo, Legislativo, Judiciário, além de representantes da iniciativa privada. Marcaram presença os presidentes do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), os ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), das Comunicações, Fabio Faria, além de José Antonio Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal. Eles falaram sobre as questões e reafirmaram que as eleições vão ocorrer de forma segura e transparente com as urnas eletrônicas, sob o comando do Tribunal Superior Eleitoral, e que o presidente eleito, seja quem for, será empossado em janeiro de 2023.

Rodrigo Pacheco reiterou que confia totalmente no processo eleitoral. “Absolutamente transparente, absolutamente e suficientemente transparente. O Tribunal Superior Eleitoral é uma instituição que deve reger o processo eleitoral, é uma corte que deve reger o processo eleitoral. A Justiça Eleitoral é uma justiça especializada que custa à sociedade brasileira e ao povo brasileiro e que deve ter a confiança do povo brasileiro. E as urnas eletrônicas, já desde 1996, uma realidade, até pouco tempo motivo de orgulho nacional, que tínhamos, e temos, em torno do processo de votação eleitoral. Então não há o que se contrapor em relação às urnas eletrônicas, sobretudo porque todas as afirmações contrárias às urnas eletrônicas são sem justa causa, sem base fática. Por isso, nós temos a certeza de que as eleições este ano acontecerão pelas urnas eletrônicas, o resultado vai ser fidedigno da vontade popular e, no dia 1º de janeiro, o Congresso Nacional dará posse ao presidente eleito”, declarou Pacheco.

Já o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, apontou que confia nas urnas eletrônicas, mas que deseja que sejam aprimoradas. “Confio nas urnas brasileiras. Confio no sistema eleitoral. Agora, eu acho que não é inviolável para sempre. Nós temos que, a cada dia, aprimorar o nosso sistema eleitoral”, pontuou. O ministro Comunicações, Fábio Faria, disse esperar que ainda haja entendimento sobre o aprimoramento das urnas eletrônicas. “Nós estamos hoje numa torcidade de que a gente consiga chegar em um consenso em relação a esse tema. Está tendo diálogo das Forças Armadas com o TSE. Acredito que a parte técnica de ambos estão discutindo para que a gente possa chegar num consenso entre as partes e que a gente tire, de uma vez por todas, esse assunto da frente. É o que a gente quer”, disse.

O tema da segurança eleitoral tem incomodado Arthur Lira, para quem é preciso dar um basta nesse assunto. No entanto, ao mesmo tempo em que diz estar cansado de sempre ‘bater na mesma tecla’ em relação à confiabilidade das urnas eletrônicas, afirma que todo questionamento sobre transparência é válido. “O sistema é confiável. Nós não temos como dizer que não é. O que não quer dizer que ele não possa ser aperfeiçoado ou que tenha uma transparência mais clara. Isso não invalida. Uma coisa não é antagônica à outra. A demonstração de toda a classe política, presidente da Câmara, presidente do Congresso, senadores, governadores, todos que foram na posse do ministro Alexandre, foram para dizer ‘basta’ desse assunto de parte de um lado ou do outro. Há excessos dos dois lados. Não ajuda em nada o debate que nós temos que fazer para o Brasil neste momento, que é um debate de temas importantes para o país, de crescimento, de desenvolvimento, de escolhas, de possibilidades, de um futuro que a gente quer, de um jeito ou de outro. E esse assunto está ficando propositalmente embaixo dos tapetes, porque a gente só fala em urna eletrônica, golpe e outras situações que não vão acontecer. Então, deixa eu ser bem explícito, para que não gere dúvidas: cabe ao presidente da Câmara dar posse ao presidente eleito, e eu darei posse ao presidente eleito no dia 2 ou no dia 30 de outubro”, afirmou.

Ainda no debate, Lira também criticou o teto de gastos, destacando que nenhuma economia forte do planeta tem essa prática. E defendeu o centrão, alegando que nunca exigiu nada e não faz a política do toma-lá-dá-cá. Quem também se pronunciou foi o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, enfatizando que o judiciário tem um papel fundamental nas eleições de dar respaldo ao pleito, mas que quem decide o resultado no final das contas é o povo. “As Força Armadas sabem muito bem o preço histórico que elas pagaram quando, ao fazer uma interferência quando parte da sociedade a chamou e ficou 20 anos no poder, sabe que isso não vai se repetir, não se deve repetir. Eles têm compromisso com a democracia e com a Constituição”, disse. Dias Toffoli também criticou indiretamente a operação Lava Jato ao dizer que houve criminalização da política e de empresas, gerando perda de empregos no Brasil.

*Com informações do repórter Daniel Lian 





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Deputados adversários no Brejo serão votados conjuntamente


Foto: Montagem/ Paraibaonline

Foto: Montagem/ Paraibaonline

Os deputados Raniery Paulino (REP) e Camila Toscano (PSDB), adversários na política brejeira, terão um apoio comum na cidade de Pilõezinho nas eleições deste ano, quando disputarão mandatos distintos (federal e estadual, respectivamente). 

*com informações da coluna Aparte, assinada pelo jornalista Arimatéa Souza

Para ler a coluna completa desta quarta-feira, acesse aqui:

https://paraibaonline.com.br/aparte/veneziano-vital-governo-preguicoso/ 





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