Desafios no Tribunal de Contas da União
Integrantes do Tribunal de Contas da União (TCU) demonstram desconforto com a postura do ministro relator do caso Banco Master, Johnatan de Jesus. Nos bastidores, a avaliação é de que o ministro agiu de forma “enfática demais” e “excessivamente arrojada” ao solicitar explicações do Banco Central (BC) e, posteriormente, pedir a atuação da unidade técnica e uma inspeção na instituição reguladora do sistema financeiro, em um período de recesso.
Apostas de Derrota para o Relator
Apesar das críticas, há quem aposte que Johnatan de Jesus não tomará uma medida imediata para reverter a liquidação do Banco Master sem antes consultar pessoalmente todo o colegiado. As contas internas informais entre os ministros apontam que o relator teria, no máximo, mais dois votos a seu favor, o que resultaria em uma derrota por 6 a 3. Essa projeção sugere um isolamento do ministro na questão.
Críticas à Liquidação e Conexões Políticas
O despacho do relator, mesmo sem uma análise técnica completa, indicou que o BC pode ter cometido erros ao ignorar soluções de mercado que poderiam ter evitado o fechamento do Banco Master. A decisão de intervenção, considerada uma “medida extrema” pelo ministro, pertence a Daniel Vorcaro. Vale ressaltar que, antes de integrar o TCU em 2023, Johnatan de Jesus foi deputado federal pelo Centrão, grupo político com amplo trânsito com Daniel Vorcaro. Outros dois ministros da Corte também teriam ligações com o Centrão, o que alimenta a especulação de que poderiam votar em bloco.
Inspeção no Banco Central e Documentos Sigilosos
A inspeção no Banco Central, solicitada pela unidade técnica do TCU para apurar a intervenção no Banco Master, será formalmente enviada nesta segunda-feira, 5. Com essa medida, o tribunal terá acesso aos documentos sigilosos relacionados ao caso, o que pode trazer novos elementos para a análise.
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