Temer defende Moraes e diz que “talvez não tivéssemos eleições em 2022”
Ex-presidente Michel Temer saiu em defesa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (17). Em meio a críticas sobre a atuação do magistrado, Temer afirmou que, “se não fosse ele no passado recente, nós talvez não tivéssemos eleições no País”. Ele ressaltou a “coragem jurídica e até pessoal extraordinárias” de Moraes.
Indicação e defesa contra críticas
Michel Temer indicou Alexandre de Moraes para o STF em fevereiro de 2017, após a morte do ministro Teori Zavascki. O ex-presidente abordou as críticas que apontam um “excesso” na atuação de Moraes, especialmente em casos como o inquérito das fake news e nas ações relacionadas à trama golpista envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Temer argumentou que a imprensa brasileira, mesmo sendo um setor com “mais credibilidade”, também critica as decisões do Supremo, exemplificando a amplitude da liberdade de expressão.
Polêmicas recentes envolvendo o ministro
A defesa de Temer ocorre em um momento de **intensas polêmicas** envolvendo Alexandre de Moraes. Recentemente, vieram à tona revelações sobre conversas do ministro com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso por fraudes financeiras. Mensagens indicariam um contato entre Moraes e Vorcaro no dia da prisão deste, com um questionamento sobre a possibilidade de “bloquear” algo, enviado para um **telefone funcional do STF**. Além disso, o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, mantinha um contrato com o Master que previa pagamentos expressivos, potencialmente totalizando **R$ 129 milhões** ao longo de três anos, para atuação em órgãos como o Banco Central, a Receita Federal e o Congresso.
Repercussão e contexto político
As declarações de Temer ganham destaque no atual cenário político brasileiro, onde a atuação do Judiciário, e em particular de Alexandre de Moraes, tem sido um ponto central de debates. A indicação de Moraes pelo próprio Temer e a subsequente defesa pública do ex-presidente reforçam a importância do ministro para a estabilidade institucional, segundo a visão de seus apoiadores. As controvérsias recentes, no entanto, levantam questionamentos sobre a **transparência e a ética** nas relações institucionais e pessoais dos membros da mais alta corte do país, gerando debates acalorados entre diferentes setores da sociedade e da imprensa.
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