Militar é capturado ao desembarcar em Goiânia
O tenente-coronel do Exército Guilherme Marques Almeida, figura central na condenação por integrar o chamado núcleo 4 da **trama golpista**, apresentou-se à Polícia Federal em Goiás neste domingo, 28. A detenção ocorreu logo após seu desembarque no aeroporto de Goiânia, onde agentes da corporação já o aguardavam.
Almeida está entre os condenados que tiveram a **prisão domiciliar** decretada no sábado, 27, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida foi tomada em resposta à tentativa de fuga do ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques, que foi flagrado tentando embarcar para El Salvador após romper sua tornozeleira eletrônica, um incidente que acendeu o alerta para outros envolvidos na conspiração.
Novas Medidas Cautelares para o Tenente-Coronel
Conforme estabelecido pela decisão do STF, o tenente-coronel Guilherme Marques Almeida estará sujeito a uma série de **medidas cautelares rigorosas**. Ele deverá obrigatoriamente utilizar uma **tornozeleira eletrônica**, o que servirá como monitoramento constante de sua localização. Além disso, foi imposto um severo veto ao uso de redes sociais, visando impedir qualquer comunicação ou articulação com outros investigados ou cúmplices.
A proibição de contato com outros envolvidos na trama golpista e a restrição de visitas também fazem parte das determinações, garantindo o isolamento do militar. Para reforçar o cumprimento dessas ordens, seu passaporte foi recolhido pelas autoridades, impossibilitando qualquer tentativa de fuga internacional. Durante a Operação Tempus Veritatis, em fevereiro, o militar chegou a desmaiar ao ser confrontado pela Polícia Federal.
Áudios Revelam Planos de Golpe
As investigações da Polícia Federal apontam que Guilherme Marques Almeida desempenhou um papel significativo na articulação do golpe. Em um áudio obtido pela PF, o tenente-coronel sugere a necessidade de **“sair das quatro linhas”** para viabilizar um golpe de Estado após as eleições de 2022. A gravação, extraída de celulares e computadores apreendidos, revela a mentalidade por trás da conspiração.
“Esse é o nosso mal, a gente não está saindo das quatro linhas. Vai ter uma hora que a gente vai ter que sair ou então eles vão continuar dominando a gente. É isso, cara, infelizmente é isso”, declarou o militar na gravação, evidenciando a intenção de subverter a ordem democrática. Atualmente, Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, é o único foragido, condenado a sete anos e seis meses de prisão por sua atuação na produção de relatórios falsos sobre urnas eletrônicas.
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