Trabalho Doméstico na Paraíba: Vínculos Formais Caem 12% em Dez Anos

Queda de 12% no Trabalho Doméstico Formal na Paraíba em Dez Anos

O número de vínculos formais de trabalho doméstico na Paraíba registrou uma expressiva queda de 12% entre os anos de 2015 e 2025. Segundo estudo divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2015, o estado contava com 20.517 trabalhadores domésticos com carteira assinada. Dez anos depois, em 2025, esse número caiu para 18.018.

Os dados, extraídos do sistema eSocial e disponíveis no Painel do Trabalho Doméstico, revelam uma tendência de diminuição na formalização dessa categoria profissional. Essa redução, embora significativa, não reflete necessariamente uma diminuição na prestação de serviços domésticos, mas sim uma possível migração para outras formas de contratação ou informalidade.

Mulheres Lideram a Categoria, Mas com Remuneração Crescente

Apesar da queda geral nos vínculos formais, as mulheres continuam sendo a força predominante no trabalho doméstico formal na Paraíba. Elas representam 87,6% do total de vínculos, enquanto os homens correspondem a 12,08%. Essa disparidade de gênero é uma característica marcante e persistente no setor.

Contrariando a tendência de queda no número de empregos formais, o estudo do MTE apontou um aumento na remuneração média dos trabalhadores domésticos formais na Paraíba. Em 2019, a média salarial era de R$ 1.454,93. Em 2025, esse valor subiu para R$ 1.610.

Faixa Etária e Evolução Salarial Detalhadas

A análise dos dados revela que a maioria dos trabalhadores domésticos formais na Paraíba está na faixa etária de 40 a 49 anos, com 6.330 vínculos. Em seguida, aparecem os profissionais de 50 a 59 anos, com 5.361 vínculos, e aqueles entre 30 e 39 anos, com 3.411 vínculos.

A evolução salarial, embora tenha apresentado uma leve redução entre 2020 e 2022, com médias de R$ 1.432,92, R$ 1.388,15 e R$ 1.436,22 respectivamente, retomou um crescimento consistente a partir de 2023. Os valores foram R$ 1.509 em 2023, R$ 1.551 em 2024 e R$ 1.610 em 2025, indicando uma valorização da mão de obra no setor ao longo dos anos analisados, mesmo com a diminuição dos contratos formais.


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