Tribunais sob Fogo: Depósitos Bilionários no BRB Viram Investigação Nacional

Investigação Abrange Tribunais de Maranhão, Bahia, Paraíba, Alagoas e DF

O ministro Mauro Campbell, corregedor nacional de Justiça, deu um prazo de 15 dias para que os Tribunais de Justiça do Maranhão, Bahia, Paraíba, Alagoas e do Distrito Federal apresentem informações detalhadas sobre depósitos que, juntos, podem alcançar a impressionante marca de R$ 30 bilhões. Esses recursos, oriundos de depósitos judiciais e antes alocados no Banco do Brasil, foram transferidos para o Banco Regional de Brasília (BRB). A movimentação financeira está sob investigação da Polícia Federal, que apura possíveis irregularidades e gestão temerária no BRB, especialmente após uma auditoria interna da própria instituição ter apontado indícios de falhas na administração anterior.

Origem da Investigação e Detalhes do Pedido

A solicitação da Corregedoria Nacional atende a um Pedido de Providências feito pelo advogado Alex Ferreira Borralho, que inicialmente questionou a transferência de R$ 2,8 bilhões do TJ do Maranhão para o BRB. O corregedor nacional busca entender todos os detalhes das negociações, incluindo quem propôs o negócio, os envolvidos, os motivos por trás da decisão e as garantias oferecidas. A denúncia que motivou a investigação aponta para “movimentações atípicas” na gestão desses depósitos judiciais.

Posicionamento do BRB e Tribunais

Em nota oficial, o BRB refutou a associação entre a gestão de depósitos judiciais e um suposto “rombo” de R$ 30 bilhões, afirmando que a associação é equivocada. O banco esclareceu que os valores administrados como depósitos judiciais não integram seu patrimônio e permanecem sob custódia judicial. O TJ de Alagoas declarou que está “vigilante” e acompanhando os desdobramentos, enquanto os TJs da Paraíba e Bahia informaram que mantêm um “acompanhamento institucional contínuo” da capacidade do BRB. O TJ do Maranhão, por meio de seu presidente, desembargador José Ribamar Froz Sobrinho, confirmou o aporte e assumiu a responsabilidade pela transação, justificando a escolha pela maior remuneração dos recursos.


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