Hospital da Paraíba Afirma que Protocolos Foram Seguidos em Caso de Troca de Corpos
O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, localizado em Santa Rita, na Paraíba, negou veementemente a ocorrência de erro em seus procedimentos após a denúncia de uma família que alegou ter velado o corpo de um homem errado. Em nota oficial, a unidade hospitalar declarou ter confirmado internamente que o corpo reconhecido e liberado era o correto e que os protocolos foram seguidos adequadamente. A direção do hospital ressaltou que a suposta incongruência relatada pelos familiares aconteceu após a liberação do corpo e fora das dependências da instituição.
Apesar de sustentar que não houve falhas sob sua responsabilidade direta, a Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde), que gerencia o hospital, informou que determinou a abertura de uma **sindicância administrativa** para apurar todos os fatos e esclarecer completamente a ocorrência. A decisão visa garantir a transparência e investigar a fundo a denúncia que abalou os familiares envolvidos.
Justiça Autoriza Exumação e Polícia e MP Iniciarão Investigações
Em um desdobramento rápido do caso, a Justiça autorizou a **exumação de um dos corpos** que teriam sido trocados. Paralelamente, a Polícia Civil e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) anunciaram que também iniciarão investigações independentes. A família de José Pereira, de 74 anos, que foi quem registrou a denúncia na Polícia Civil, busca respostas e a correta identificação dos corpos. Com a formalização da queixa, a investigação ficará a cargo da Polícia Civil de Santa Rita.
O MPPB, por sua vez, informou que notificará a unidade hospitalar para que apresente explicações detalhadas sobre os procedimentos adotados para a liberação dos corpos. A delegacia de Santa Rita também será acionada para colaborar com as apurações. A expectativa é que as investigações tragam luz aos fatos e determinem as responsabilidades.
Entenda o Chocante Caso da Troca de Corpos
O episódio teve início na quinta-feira (22), quando os corpos foram reconhecidos pelos familiares na unidade de saúde e encaminhados para o serviço funerário. No entanto, durante o velório, a família de José Pereira percebeu que o corpo no caixão não era o do seu ente querido. “Quando a gente chegou aqui (local do velório), fomos as primeiras a ver e reconhecer que não era ele”, relatou uma familiar, visivelmente abalada.
A busca por respostas levou a família a contatar a outra funerária envolvida e a família do outro homem, identificado como Waldeci Batista. A filha de Waldeci, Rosalba Gomes, informou que o corpo do seu pai já havia sido enterrado em João Pessoa, pois a família não costuma realizar velórios. A família de José Pereira relatou dificuldades em obter informações das funerárias, o que a levou a agir por conta própria para tentar solucionar o mistério da **troca de corpos**.
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