TST: Chapecoense deve pagar adicional noturno a zagueiro morto em acidente aéreo

Chapecoense condenada a pagar adicional noturno a zagueiro falecido

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que a Chapecoense pague as remunerações atrasadas referentes ao adicional noturno ao zagueiro Thiego, jogador que morreu no trágico acidente aéreo de 2016 na Colômbia. A decisão atende a uma ação movida pelos familiares do atleta, que alegam que Thiego realizava atividades noturnas e ficava à disposição do clube, especialmente para exames antidoping, em horários que deveriam ser remunerados com o adicional.

Entenda a decisão do TST

A Primeira Turma do TST, por unanimidade, acatou o recurso dos familiares e reverteu a decisão de primeira instância. O ministro Dezena da Silva, relator do caso, destacou que o pagamento do adicional noturno é garantido tanto pelas leis trabalhistas quanto pela Constituição Federal, mesmo que não esteja explicitamente previsto na Lei Pelé. A decisão, publicada na última quinta-feira, 12, estabelece um precedente importante para casos semelhantes no futebol brasileiro.

O trágico acidente e a carreira de Thiego

Thiego atuou pela Chapecoense por dois anos, tendo passagens anteriores por Grêmio e Bahia. Sua vida e carreira foram interrompidas tragicamente em 29 de novembro de 2016, quando o avião que transportava a delegação da Chapecoense para Medellín, na Colômbia, sofreu um acidente fatal perto do destino. Na queda da aeronave da LaMia, 71 pessoas morreram, incluindo Thiego e a maioria dos jogadores, comissão técnica e dirigentes do clube, que se preparava para disputar a final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional.

O valor exato dos pagamentos atrasados de adicional noturno ainda será definido. A Chapecoense, procurada pela reportagem, não se manifestou sobre a decisão do TST.


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