Túnel Santos-Guarujá: Tarcísio celebra obra ainda sem contrato assinado

Tarcísio celebra Túnel Santos-Guarujá, mas contrato ainda não foi assinado

Obras anunciadas em balanço de gestão apresentam diferentes estágios de andamento, gerando questionamentos.

Túnel Santos-Guarujá: um projeto centenário em busca de celeridade

Em um balanço de seus três anos de gestão, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) destacou a iniciativa de tirar do papel o projeto do Túnel Santos-Guarujá, uma obra há muito esperada. A iniciativa foi leiloada em setembro deste ano, mas o contrato ainda não foi assinado. A previsão para a assinatura é fevereiro, contudo, não há data definida para o início das obras. O projeto conta com recursos da União, provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e representa um marco na infraestrutura paulista, ligando importantes regiões metropolitanas.

Linha 17-Ouro: monotrilho com mais de uma década de atraso

Outro ponto abordado foi a Linha 17-Ouro, o monotrilho que sofre com atrasos há mais de uma década. O contrato original foi assinado em 2011, com promessa de entrega para 2014. Agora, a previsão de abertura ao público foi estendida para março de 2027, e ainda assim, será em operação parcial. Apesar dos entraves, os testes com os trens nos trilhos já estão em andamento, indicando um avanço, ainda que lento, para a conclusão desta importante linha de transporte.

Cracolândia: um problema em constante mutação

O governador também comentou sobre a situação da Cracolândia. Embora as cenas de uso a céu aberto em grandes aglomerações tenham diminuído em áreas como a Rua Helvétia e a Praça Princesa Isabel, não é possível afirmar que o problema foi extinto. Reportagem do Estadão em novembro indicou que os dependentes químicos estão agora espalhados pela região central em grupos menores e mais dispersos. A complexidade da questão exige abordagens contínuas e adaptativas para lidar com a dependência química e a segurança pública na área.

Tarcísio também afirmou que “não há mais o controle das facções nos presídios. Hoje só há o controle do Estado”. No entanto, especialistas contestam essa afirmação, apontando para a forte influência do PCC nas penitenciárias paulistas. Essa divergência de opiniões levanta debates importantes sobre a segurança e o controle do sistema prisional no estado.


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