
Golpes digitais aumentam no Carnaval; descubra como evitar fraudes e proteger suas informações financeiras.
Fantasia pronta, bloco escolhido, celular no bolso e cartão na mão. O Carnaval é sinônimo de alegria, mas também é o período do ano em que golpes digitais, furtos de celulares e fraudes com cartões disparam no Brasil. Em meio à multidão, à música alta e à descontração, basta um descuido para transformar a folia em dor de cabeça ou pior, em prejuízo financeiro e exposição de dados pessoais.
Pensando em quem quer curtir os bloquinhos sem trocar a ressaca de Carnaval pela dor de cabeça causada por senhas vazadas, cartões bloqueados ou contas invadidas, Ana Guimarães, advogada especialista em proteção de dados da Privacy Tools, reuniu orientações práticas para ajudar foliões a se protegerem de golpes comuns nesta época e saber como agir caso algo aconteça.
“As pessoas entram no clima de festa e relaxam nos cuidados básicos com seus dados e dispositivos. O problema é que os golpes não entram de folga no Carnaval – pelo contrário, eles aumentam justamente quando as pessoas estão mais distraídas”, alerta.
No Carnaval, a atenção costuma estar voltada para a música, os amigos e a diversão e é justamente essa distração que os golpistas exploram. Veja como se proteger.
Como proteger o celular antes de sair de casa
A segurança começa antes mesmo de colocar o pé no bloco. Algumas configurações simples podem dificultar o acesso de criminosos às suas contas e aplicativos caso o aparelho seja perdido ou furtado.
Ative um bloqueio de tela forte, com senha segura, biometria ou reconhecimento facial. Também é fundamental habilitar o bloqueio remoto do aparelho — como o “Buscar iPhone”, no iOS, ou o “Encontre Meu Dispositivo”, no Android — para poder localizar ou apagar os dados à distância.
Outra medida importante é limitar as notificações na tela bloqueada, evitando que códigos de verificação e mensagens sensíveis fiquem visíveis. Se possível, use senha diferente para pastas com fotos e arquivos pessoais e ative a autenticação em dois fatores nos principais aplicativos, especialmente bancos e redes sociais.
Páginas falsas e golpes na compra de ingressos
Com a procura por festas e camarotes, também aumentam os sites falsos que imitam páginas oficiais para capturar dados pessoais e financeiros.
“Acontece de as pessoas não conferirem os links destas páginas na internet e acabarem colocando os dados pessoais para comprar, por exemplo, um ingresso para uma festa. Nesses casos, além de ela nunca receber o ingresso e sofrer um prejuízo financeiro, pode ter colocado em risco dados pessoais como nome, CPF e, principalmente, dados de cartão de crédito”, explica a advogada.
Antes de preencher qualquer formulário, confira o endereço do site, desconfie de ofertas muito abaixo do preço e evite clicar em links recebidos por mensagens de desconhecidos. Se perceber que caiu em um golpe, a orientação é agir rápido: cancelar ou bloquear o cartão imediatamente e registrar um boletim de ocorrência.
Wi-Fi público: quando a conexão vira armadilha
Em meio à folia, é comum a internet móvel falhar. É nessa hora que muitos recorrem ao Wi-Fi disponível nas redondezas é aí que mora o perigo.
Existem casos de golpistas que criam redes falsas para capturar dados de quem se conecta. “O ideal é sempre usar os dados móveis do próprio celular. Como, às vezes, os dados móveis falham, é preciso, em emergências, acessar um Wi-Fi público. Nesses casos, é preciso pensar em minimizar os danos, como, por exemplo, buscar uma rede pública de um local mais conhecido, de preferência com senha. Ainda é arriscado, mas é um pouco menos”, aconselha.
Se precisar usar Wi-Fi público, evite acessar aplicativos bancários ou realizar transações financeiras.
Atenção redobrada com a maquininha
A pressa para pagar uma bebida ou um lanche também pode abrir brechas para fraudes.
“O ideal é verificar bem se a maquininha utilizada parece suspeita (visor danificado ou com aparência estranha, valor não visível ou demora no processamento da compra). Além disso, deixar o limite do cartão ajustado, bloquear imediatamente em caso de perda e tentar outra forma de pagamento, como dinheiro ou PIX, caso não se sinta seguro com a máquina oferecida”, detalha.
Sempre confira o valor antes de digitar a senha, prefira pagamento por aproximação com limite reduzido e nunca entregue o cartão para outra pessoa inserir na máquina. E, claro, confirme se o cartão devolvido é realmente o seu.
Outras atitudes simples que evitam dor de cabeça
No meio da festa, menos pode ser mais. Levar apenas o essencial, reduzir a quantidade de aplicativos bancários ativos no celular e manter o aparelho guardado em local seguro ajudam a diminuir riscos.
Desconfie de QR codes colados em postes ou barracas improvisadas, não clique em links enviados por desconhecidos — mesmo em clima de festa — e evite deixar o celular desbloqueado ou solto no bolso. Todos esses cuidados podem parecer exagero, mas não são. O Carnaval é alta temporada de golpes e todo cuidado é pouco.
A especialista reforça que a prevenção ainda é a melhor estratégia. “Configurar o celular, limitar acessos e saber como bloquear cartões ou aparelhos em caso de perda são atitudes simples que evitam prejuízos financeiros e a exposição de dados pessoais. Curtir o Carnaval com segurança digital também faz parte da diversão”, conclui Ana Guimarães.
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