Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, indicou que o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), seria o “vice ideal” para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual chapa presidencial em 2026. A declaração, feita em um evento, sinaliza as articulações políticas do PL para as próximas eleições e a busca por fortalecer a candidatura bolsonarista.
Articulação do PL e a escolha de Zema
A declaração de Valdemar Costa Neto sobre Zema como “vice ideal” para Flávio Bolsonaro demonstra a estratégia do PL em buscar nomes com forte apelo regional e que possam complementar o perfil do senador. Embora não tenha detalhado os motivos específicos para a escolha, a menção a Zema, um governador com expressiva votação em Minas Gerais, um dos maiores colégios eleitorais do país, sugere uma tentativa de ampliar a base de apoio.
Costa Neto também comentou sobre outras articulações, como a intenção de conversar com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para reivindicar a indicação do vice em uma eventual chapa estadual em 2026. Segundo ele, o PL detém a maior bancada de deputados estaduais paulistas, com 20 parlamentares, e busca consolidar sua força no estado.
União Brasil descarta aliança com Lula e foca no centro
Em contrapartida, Antônio de Rueda, presidente nacional do União Brasil, afirmou que vê como “muito difícil” qualquer alinhamento da federação União-Progressista com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026. Rueda argumentou que existem incompatibilidades políticas e ideológicas que impedem tal aliança, apesar de o partido ter três ministérios no governo federal.
“É muito difícil a gente caminhar com a esquerda. Quando você olha o DNA, vê que o Ciro foi ministro da Casa Civil do Bolsonaro. Como é que ele vai caminhar com o PT?”, questionou Rueda, ressaltando a complexidade do cenário político.
Cenário eleitoral e a polarização
Rueda avaliou que a disputa presidencial em 2026 será “duríssima” e que o centro terá papel decisivo no resultado. Ele destacou a força da federação União-Progressista, com 109 deputados federais e 14 senadores, e a previsão de lançar 28 candidaturas ao Senado e 12 aos governos estaduais.
Ao comentar o perfil de Flávio Bolsonaro, Rueda o descreveu como descontraído, espontâneo e sincero, demonstrando equilíbrio e experiência, além de ter “diferenças visíveis em relação ao pai”, citando um episódio onde Flávio teria tentado convencer Bolsonaro a se vacinar durante a pandemia, o que, para Rueda, demonstra “sensibilidade política distinta”.
O dirigente também reconheceu a força eleitoral do presidente Lula, a quem classificou como “animal político” e extremamente querido, especialmente no Nordeste. Para Rueda, o cenário é de forte polarização, com o centro desempenhando um papel estratégico na definição do resultado eleitoral.
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