Vendas de máquinas agrícolas despencam no Brasil

[Editado por: Marcelo Negreiros]

O mercado brasileiro de máquinas agrícolas está em declínio. De acordo com a associação dos fabricantes, as vendas internas caíram quase 35%.

As informações são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que as publicou na terça-feira 2. A instituição comparou os dados de janeiro a maio de 2024 com o mesmo período do ano anterior.

O resultado da pesquisa mostra uma queda de quase 35% nas vendas, considerando o mercado interno de tratores e colheitadeiras. Trata-se dos dois principais equipamentos utilizados pelos agricultores brasileiros.

As máquinas agrícolas

O trator é um equipamento versátil e está presente em praticamente todo tipo de propriedade agrícola. As colheitadeiras, por sua vez, são máquinas utilizadas nos principais ramos agrícolas das fazendas do Brasil, como por exemplo, a produção de soja, cana-de-açúcar, algodão, milho e arroz.

Colheitadeira de algodão em Holambra (SP) | Foto: Evelson de Freitas/Estadão Conteúdo

O número de máquinas exportadas também caiu. Ao todo, o país vendeu 38% menos unidades para o mercado externo.

A queda na quantidade vendida pela indústria brasileira tanto no mercado interno quanto no mercado externo levou à redução de 32% do faturamento do setor. Com a entrada de menos dinheiro, houve a redução do número de empregos. De acordo com a Abimaq, o número de postos de trabalho na produção de máquinas agrícolas caiu 3,4%.

Plano Safra

Para reduzir as perdas do setor, a Abimaq sugeriu a destinação de R$ 36 bilhões em financiamentos para a compra desses equipamentos por meio do Plano Safra. Porém, Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas do órgão, disse ter informações de que o governo se prepara para liberar a metade do valor.

“Estimamos que o ideal seria mais ou menos R$ 41 bilhões, o que representa 70% das vendas anuais, mas temos ouvido falar que o anúncio deve ser de R$ 18 bilhões, que seria metade do que pedimos”, disse. “Isso significa que teríamos mais do mesmo do que aconteceu no ano passado: os recursos oficiais acabam em três meses, e o produtor teria que buscar com juros mais altos.”

[Redação]

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