Vital do Rêgo assume caso Master e busca “meio de campo” para acalmar mercado

TCU busca apaziguar tensões em caso Master

O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, decidiu interromper seu recesso e retornar a Brasília nesta segunda-feira, 7, para atuar diretamente no delicado caso do Banco Master. Em declarações à Coluna do Estadão, o ministro expressou sua intenção de “fazer um meio de campo para não tensionar mais o mercado”, demonstrando preocupação com o impacto das recentes ações do TCU no setor financeiro.

Diálogo com Banco Central é prioridade

Ciente das controvérsias geradas pela atuação do TCU na apuração sobre a liquidação do Banco Master, Vital do Rêgo agendou uma reunião com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. O objetivo, segundo o ministro, é “fazer de tudo para termos um resultado final satisfatório”. Ele reiterou a “prerrogativa e o dever constitucional” do TCU de fiscalizar o Banco Central, assim como outras agências reguladoras, mas ressaltou que sua intervenção se limitará ao diálogo, mantendo o mérito da matéria sob responsabilidade do ministro relator, Jhonatan de Jesus.

Críticas e recuo do relator Jhonatan de Jesus

A entrada de Vital do Rêgo visa conter o desgaste provocado pelas decisões do ministro Jhonatan de Jesus. O tom de seus despachos, que chegaram a inverter a lógica da investigação e levantar suspeitas sobre a atuação do Banco Central, abalou a credibilidade do próprio TCU. Nesta quarta-feira, 7, o relator suspendeu a inspeção in loco que havia solicitado ao Banco Central para acesso a documentos sigilosos do caso Master. Essa decisão ocorreu após o BC recorrer e após o ministro sofrer críticas internas por uma atuação considerada açodada, especialmente em período de férias, prejudicando a imagem da corte.

Representação contra relator na PGR

O recuo do ministro Jhonatan de Jesus também coincide com um pedido de investigação protocolado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) na Procuradoria-Geral da República (PGR). O senador pede a apuração de suspeita de abuso de autoridade por parte do ministro Jhonatan de Jesus no caso do Banco Master, além da suspensão imediata das determinações do TCU relacionadas à investigação. A situação evidencia a complexidade e a sensibilidade do caso Master, que agora conta com a intervenção direta da presidência do TCU para buscar uma solução mais equilibrada.


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