3I/ATLAS: objeto interestelar se aproxima da Terra e é fotografado por telescópio Hubble; veja

Um pássaro? Um avião? Não. Um cometa interestelar que se aproxima da Terra.

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Aproveitando a rara ocasião de um visitante vindo de além das fronteiras do Sistema Solar, astrônomos do mundo todo estão de olho no cometa 3I/Atlas, que está se aproximando da Terra. 

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Novas imagens divulgadas pelo Telescópio Espacial Hubble e pela sonda europeia Jupiter Icy Moons Explorer (Juice) revelam detalhes sobre o comportamento e a estrutura deste objeto celeste, que é apenas o terceiro visitante interestelar já identificado na nossa vizinhança cósmica.

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Descoberto em julho, o 3I/Atlas provocou imediata curiosidade científica. Objetos interestelares são raros; sua trajetória, composição e atividade oferecem uma das poucas janelas diretas para estudarmos materiais formados ao redor de outras estrelas. 

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Logo após sua descoberta, o Hubble já havia registrado algumas das primeiras imagens do visitante, captando na época a silhueta em forma de gota d’água do cometa. Agora, uma nova observação realizada em 30 de novembro (quando o objeto estava a cerca de 286 milhões de quilômetros da Terra) fornece uma visão ainda mais nítida de seu núcleo envolto por gás e poeira. 

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Enquanto isso, a sonda Juice – atualmente em uma longa jornada rumo a Júpiter e suas luas geladas – aproveitou uma posição privilegiada no início de novembro para registrar sua própria imagem do cometa, a aproximadamente 66 milhões de quilômetros de distância. Apesar de estar utilizando sua antena principal como escudo térmico durante o trajeto, o que compromete o envio de informações para a Terra, a nave conseguiu transmitir uma parte dos dados, incluindo um recorte parcial capturado por sua câmera de navegação. Essa imagem antecipada mostra uma atividade cometária intensa ao redor do cometa durante sua aproximação recente ao Sol. 

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As imagens indicam uma brilhante coma, a nuvem difusa de gases e poeira que envolve o objeto, acompanhada por duas caudas distintas: uma de plasma, composta por partículas carregadas eletricamente, e outra formada por poeira sólida liberada à medida que o calor solar aquece a superfície congelada do objeto. A presença simultânea dessas estruturas é similar à observada em cometas originários do próprio Sistema Solar, embora a composição primordial do Atlas seja distinta. 

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Para astrônomos, esses elementos podem conter pistas sobre o ambiente de onde o corpo se originou.

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O cometa atingirá sua menor distância relativa à Terra em 19 de dezembro – ficará a cerca de 270 milhões de quilômetros de nós. Não há risco algum para o nosso planeta.

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A passagem promete continuar rendendo observações científicas valiosas nas próximas semanas. Segundo a Nasa, o Atlas deve permanecer visível para telescópios espaciais e sondas até deixar definitivamente o Sistema Solar. 

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Os dados completos coletados pela Juice, previstos para chegar à Terra entre 18 e 20 de fevereiro, incluem imagens ópticas de alta resolução, medições de composição química e análises de partículas e poeira que poderão ajudar a reconstruir a história do objeto – e, talvez, revelar por quanto tempo ele vagou no espaço interestelar antes de entrar em nossa vizinhança.

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