A história de Collor, de tão absurda que é, parece ficção

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Fernando Affonso Collor de Mello. Fernando Collor. Collor. Eleito presidente da República em 1989, sofreu impeachment em 1992 e hoje, aos 76 anos, cumpre prisão domiciliar.

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Fernando Collor não aprendeu a lição. Sofreu um impeachment, amargou anos de ostracismo, voltou como senador por Alagoas e terminou condenado por corrupção.

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O pai, o senador Arnon de Mello, atirou num colega dentro do Senado. Errou, mas matou um suplente que, naquele dia, estava devolvendo o mandato ao titular.

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Fernando Collor nasceu no Rio de Janeiro, mas, na política, se fez em Alagoas. Foi prefeito biônico, deputado federal, governador eleito e, finalmente, presidente da República.

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A história de Fernando Collor é contada em Caçador de Marajás, minissérie em sete episódios dirigida por Charly Braun. O conteúdo está disponível no Globoplay.

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Eu tinha 30 anos em 1989, quando Collor foi eleito presidente da República. Jamais votaria num cara como ele. Como jamais votaria num político como Jair Bolsonaro.

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Collor e Bolsonaro. Este pior do que aquele. Mas, os dois, homens intrinsecamente maus. É difícil crer que tenham chegado à Presidência da República com milhões de votos.

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Sou contemporâneo da construção do personagem. A largada foi quando Collor se apresentou como caçador de marajás ao assumir o governo de Alagoas, em 1987.

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Claro que era tudo mentira, mas milhões de brasileiros acreditaram nele e o fizeram ser o primeiro presidente eleito pelo voto direto depois de 21 anos de ditadura militar.

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O governo de Collor durou menos de três anos e terminou, em dezembro de 1992, com a renúncia aos 45 minutos do segundo tempo de um processo de impeachment.

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A minissérie Caçador de Marajás conta tudo. Ou quase, porque esquece de dizer que, além de tudo de ruim que fez, Collor ainda acabou com o cinema brasileiro.

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A Globo ajudou a botar Collor no poder, ajudou a tirar e, hoje, narra a sua história - é a prova cabal de que o Brasil, como dizia Tom Jobim, não é para principiantes.

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A passagem de Fernando Collor pelo Palácio do Planalto é uma tragédia brasileira. Eu acredito nessa história porque vi acontecer, porque sou testemunha ocular dela.

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Mas não parece real e, sim, ficção, de tão absurda que é. Tem ingredientes - incluindo os familiares - que se sobrepõem à vida real, são da literatura, do cinema, da televisão.

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Em 1989, um pouco antes da eleição, Celso Furtado me disse que as elites brasileiras eram tão atrasadas que, àquela altura, não assimilvam nem Ulysses Guimarães.

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E assegurou que Fernando Collor venceria a eleição em segundo turno. Collor, que Brizola chamava de filhote da ditadura, disputou uma eleição com mais de 20 candidatos.

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O professor Celso Furtado sabia das coisas. Ele me convenceu não somente da vitória de Collor, como também de que era Lula, e não Brizola, que iria para o segundo turno.

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Não faço a mínima ideia de como Caçador de Marajás, a minissérie, será recebida por quem não foi contemporâneo de Fernando Collor na Presidência da República.

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Quem - como eu - foi, poderá ver estarrecido como são essas tragédias brasileiras, e o preço que pagamos por elas. Jânio em 1960, Collor em 1989, Bolsonaro em 2018.

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O confisco da poupança, o romance de Zélia Cardoso com Bernardo Cabral, o esquema de corrupção de PC Farias, a cocaína, a cunhada linda, o irmão preterido e enciumado.

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As mortes que se seguiram à queda de Collor: o câncer fulminante do irmão, a mãe que nunca se recuperou do AVC sofrido durante a crise política, o assassinato de PC.

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É tudo verdade. Foi exatamente assim que aconteceu. Quem se apresentava como caçador de marajás, era um despreparado para a complexidade do jogo político.

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Depois vieram Itamar, FHC, Lula, Dilma, Temer, Bolsonaro e Lula de novo. E o Brasil segue em seus permanentes impasses políticos. "Entre a delícia e a desgraça/Entre o monstruoso e o sublime" - como disse Caetano Veloso numa música do tempo de Collor.

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[Jornal da Paraiba]Jornal da Paraíba

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