A vacina do governo Lula para governadores e prefeitos de oposição não surfarem no Novo PAC

[Editada por: Marcelo Negreiros]

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O governo Lula obrigou Estados e municípios a informarem, com antecedência de um mês, sobre qualquer cerimônia de inauguração relacionada às obras do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Publicada a um ano da eleição de 2026, a regra é vista por interlocutores do governo como uma “vacina” para políticos de oposição não excluírem o Planalto do ganho político desses atos, financiados pelo programa que promete investir R$ 1,3 trilhão neste mandato.

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A portaria foi assinada pelos ministros Fernando Haddad, da Fazenda; Esther Dweck, da Gestão; e Vinicius Carvalho, da Controladoria-Geral da União (CGU). Procuradas pela Coluna do Estadão, as três pastas responderam que a norma busca “garantir o acompanhamento e a integridade” na execução de políticas públicas. Leia o comunicado conjunto ao fim da reportagem.

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Segundo o texto, Estados e municípios têm a “responsabilidade” de avisar tanto ao governo federal quanto à Caixa não só sobre inaugurações, mas qualquer cerimônia envolvendo a obra. Estão nesse pacote emissões de ordem de serviço e visitas antes da conclusão da obra.

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“A realização de solenidades relacionadas ao termo de compromisso, tais como divulgação da assinatura do instrumento, emissão de ordem de serviço, visitas às obras com a participação de autoridades da esfera estadual ou federal, bem como inaugurações parciais ou totais de obras”, diz a portaria ministerial.

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Com essa medida, o governo petista tem oito meses para aproveitar o máximo de inaugurações de obras. Isso porque a partir de julho de 2026 a lei eleitoral veda que candidatos compareçam a esses eventos. A três meses do pleito, também ficam proibidos repasses de verbas a Estados e municípios de modo geral e a veiculação de publicidade estatal.

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Lula já pediu para Planalto ser avisado de ‘qualquer genialidade’ de ministros

Em outras ocasiões, o presidente Lula pediu que seus ministros comunicassem o Palácio do Planalto antes de divulgarem propostas de governo em público.

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“Toda e qualquer posição, qualquer genialidade que alguém possa ter, é importante que antes de anunciar faça uma reunião com a Casa Civil. Para que a Casa Civil discuta com a Presidência da República e que a gente possa chamar o autor da genialidade e a gente então anuncie publicamente como se fosse uma coisa do governo”, disse o presidente em uma reunião ministerial em março de 2023.

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Na época, Lula havia se irritado com anúncios desencontrados de três ministros. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, anunciou que encerraria o saque aniversário do FGTS; o então ministro da Previdência, Carlos Lupi, defendeu revisar a reforma da Previdência; e o então ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, disse que lançaria um programa de venda de passagens aéreas a R$ 200 para servidores, estudantes e aposentados.

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Leia o comunicado de Fazenda, Gestão e CGU

“A norma tem como objetivo principal garantir o acompanhamento e a integridade da execução das políticas públicas. Essa comunicação prévia permite o acompanhamento de representantes dos órgãos federais responsáveis pela execução, controle e fiscalização, assegurando que os atos públicos observem as normas legais, orçamentárias e de transparência, especialmente as previstas na Lei nº 14.133/2021 (Nova Lei de Licitações e Contratos) e no decreto nº 11.531/2023 (que trata do Transferegov.br).

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Trata-se de uma norma administrativa voltada à boa governança, que integra um conjunto de medidas para padronizar e qualificar a execução dos repasses da União, conforme a legislação vigente (lei nº 11.578/2007 e decreto nº 11.855/2023)."

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[Por: Estadão Conteúdo]Source link

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