Aliados esperam que STF aceite perdão a Bolsonaro em 2027

[Editada por: Marcelo Negreiros]

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Jair Bolsonaro tem uma carta na manga para se reerguer após a derrota no Supremo Tribunal Federal (STF): ser beneficiado com indulto ou anistia não agora, mas em 2027, se Tarcísio de Freitas vencer a eleição presidencial. Para hoje, não tem plano B: o ex-presidente deve ficar preso até mudar o quadro político do País.

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Tarcísio é tão importante para Bolsonaro quanto o inverso. O governador de São Paulo prometeu o perdão ao ex-presidente se for alçado ao Palácio do Planalto nas próximas eleições porque acredita precisar dessa bandeira para chegar lá.

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Se optar pela estratégia de libertação do patriarca em detrimento da vaidade de ter o sobrenome estampado na urna, a família Bolsonaro apoiará a campanha de Tarcísio. Entre os aliados do ex-presidente, o governador seria o único com chance de sentar-se à mesa com ministros do STF e chegar a um acordo.

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Faltou combinar o plano com Tarcísio. A iniciativa de aprovar a anistia no Congresso Nacional antes mesmo do fim do julgamento, com direito a ataques ao tribunal, fecha portas para o diálogo com os ministros.

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Se for posto em prática hoje, com ou sem Tarcísio, o projeto de anistia não sobrevive. Se o Congresso aprovar, a ala governista ou a Procuradoria-Geral da República contestará a medida no STF. Não é difícil adivinhar que a Corte julgaria inconstitucional o perdão a golpistas recém-condenados.

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Se Tarcísio vencer nas urnas, poderá conceder indulto a golpistas. Em dois anos, Alexandre de Moraes será presidente do STF. Se a direita for maioria no Congresso em 2027, poderá abrir um processo de impeachment contra o ministro. Com Moraes nas mãos dos parlamentares, o Judiciário e o Congresso precisarão conversar.

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Vale lembrar: o mesmo STF que condenou o entorno do presidente Lula no mensalão em 2012 permitiu que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu fosse beneficiado em 2016 com indulto concedido por Dilma Rousseff. Na época, o tribunal não costumava derrubar o perdão decretado pelo presidente.

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Por outro lado, quatro anos depois das condenações, o escândalo de compra de votos em troca de apoio político engendrado no primeiro governo Lula era fichinha perto da avalanche de processos da Lava Jato que tinha aportado na Corte.

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A estratégia que a direita pretende levar adiante pode até funcionar. Mas, ao participar dela, da forma como está posta hoje, Tarcísio ganha um carimbo de simpatizante da trama golpista. Para não inviabilizar o diálogo com o Supremo e, ainda assim, herdar o capital político do capitão, o governador vai precisar encontrar um ponto de equilíbrio entre o bolsonarismo e o legalismo. Se é que isso é possível.

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[Por: Estadão Conteúdo]Source link

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