Alunos brincam menos e é preciso integrar corpo e aprendizagem

Pode não parecer, mas correr, saltar, mexer na areia, brincar de bola, andar de bicicleta e praticar outras atividades tão típicas da infância fazem diferença na aprendizagem –por exemplo, na habilidade da escrita e, mais para a frente, na familiaridade com as linhas e colunas de um calendário ou de uma tabela.

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As crianças, porém, têm tido menos oportunidades para a vivência com o corpo, especialmente ao ar livre e em espaços públicos. Com isso, aumenta a importância do papel desempenhado pelas escolas no estímulo ao desenvolvimento do movimento, da cognição e das emoções, integrando corpo e mente.

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Isso é chamado de psicomotricidade, conceito crescentemente presente na abordagem de profissionais de diversas áreas em relação às crianças —desde os primeiros meses de vida.

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“É por meio das interações entre o corpo e o ambiente que se constroem percepções essenciais ao aprendizado”, diz Luciana Brites, psicopedagoga e especialista em neurodesenvolvimento. Isso vale, por exemplo, para o entendimento de horizontal e vertical e para noções como a de quantidade e proporção.

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“Brincar é fundamental para proporcionar sensações, criação de vocabulário, repertório e memórias afetivas, e as brincadeiras devem ser tratadas com a devida seriedade pelos adultos”, diz Luciana.

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Instituições de ensino vêm cada vez mais estruturando e intensificando essa abordagem, tanto do ponto de vista pedagógico como das atividades oferecidas, principalmente após a pandemia da Covid-19. E esse trabalho inclui a orientação a pais, mães e responsáveis, numa parceria permanente.

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No Colégio Albert Sabin, a psicomotricidade faz parte da matriz curricular do primeiro ano do ensino fundamental, como algo regular uma vez por semana.

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Isso está presente de forma transversal desde a educação infantil, propiciando variados momentos de vivência do corpo como um todo, reforçando aspectos como a coordenação motora fina, presente na hora de desenhar, e a lateralidade, reforçada no jogo de pular num pé só.

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“Prezamos muito pela ideia de desemparedar as crianças”, conta Andrea Ferreira, orientadora educacional e especialista em psicomotricidade.

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Localizada na zona oeste de São Paulo, a escola conta nas proximidades do prédio com um bosque, que é explorado com frequência.

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“Além do contato com a natureza, que já é desafiador por si, o espaço oferece oportunidades para criamos situações com intencionalidade pedagógica, a fim de reforçar habilidades específicas e atender necessidades variadas.”

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A intencionalidade pedagógica do que diz respeito à psicomotricidade também está presente no dia a dia do Colégio Notre Dame, situado no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro.

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São atividades que podem parecer “apenas” brincadeira, mas que em geral têm razão de ser, como percorrer circuitos com objetos de vários formatos, com subidas e descidas, saltar no pula-pula e praticar a mira no jogo de argolas.

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“Mesmo quando as crianças se organizam livremente, os materiais disponibilizados pela professora têm como motivação alguma forma de aprendizado. Todas as brincadeiras têm um olhar pedagógico”, destaca a coordenadora pedagógica Angela Parrilha.

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Em 2019, a escola criou o Espaço Motriz, sentindo a necessidade de um ambiente voltado especificamente à psicomotricidade, reunindo num mesmo lugar os equipamentos e recursos.

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COMO ESTIMULAR O DESENVOLVIMENTO PSICOMOTORDiretora do Colégio Magno/Mágico de Oz, em São Paulo (com unidades em Santo Amaro e Campo Belo), Cláudia Tricate chama atenção para outro aspecto igualmente essencial do trabalho com a psicomotricidade nas escolas: o engajamento dos alunos. Segundo ela, todas as ações voltadas ao desenvolvimento psicomotor devem ter razão e significado claros para eles.

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“Crianças e adolescentes não se engajam naquilo que não saibam por que estão fazendo”, afirma. Desse modo, vão sendo gradativamente capazes de lidar com movimentos mais complexos, inclusive nas aulas de educação física.

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“Por exemplo: para aprender a se levantar do chão, é preciso aprender a cair. Se não deixamos isso acontecer, a criança vai sempre depender que um adulto a levante. Esse é um papel da família e da escola e, quando necessário, orientamos pais, mães e responsáveis nesse sentido”, acrescenta.

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*FERNANDO LEAL/Folhapress

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