O ministro André Mendonça foi designado como o novo relator das investigações sobre as supostas fraudes ocorridas no Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão partiu do ministro Dias Toffoli, que optou por se afastar da relatoria do caso, conforme anunciado pela Corte após uma reunião entre os dez ministros.
André Mendonça, um nome conhecido no cenário jurídico e político brasileiro, foi indicado para o STF pelo então presidente Jair Bolsonaro em 2021. Na ocasião, Bolsonaro o descreveu como um ministro “terrivelmente evangélico”. Antes de compor o Supremo, Mendonça ocupou posições de destaque no governo federal, tendo sido ministro da Justiça e Segurança Pública e advogado-geral da União (AGU). Sua nomeação para a AGU, em julho de 2019, foi marcada por descrições como a de um “técnico idealista”, segundo entrevistados ouvidos pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Nascido em Santos, São Paulo, e com formação em Direito pela Instituição Toledo de Ensino de Bauru e Teologia em Londrina, André Mendonça possui um percurso acadêmico diversificado. Realizou pós-graduação em Direito Público na Universidade de Brasília (UnB), além de mestrado e doutorado na Universidade de Salamanca, na Espanha. Sua carreira no serviço público começou como advogado da Petrobrás Distribuidora, entre 1997 e 2000. Posteriormente, ingressou na Advocacia-Geral da União (AGU) por concurso, onde atuou em diversas funções, incluindo corregedor-geral e diretor do Departamento de Patrimônio e Probidade, a convite do ministro Dias Toffoli.
Na Controladoria-Geral da União (CGU), Mendonça assessorou o ministro Wagner Rosário, com foco em acordos de leniência, área pela qual demonstra entusiasmo. Sua atuação em casos relacionados à Operação Lava Jato também foi notada. Curiosamente, um perfil de Mendonça nas redes sociais em 2018 revelava apoio à candidatura de Marina Silva, e em 2002, ele publicou um artigo elogiando a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Mendonça também é ligado a um instituto, o Iter, que firmou contratos públicos significativos, totalizando R$ 4,8 milhões em pouco mais de um ano, conforme revelado pelo Estadão. O ministro defende que sua atuação no instituto é estritamente educacional e compatível com suas funções no STF.
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