O ex-presidente Jair Bolsonaro foi liberado do Hospital DF Star na noite desta quinta-feira, 1º, após receber alta médica. Ele foi imediatamente encaminhado à sede da Polícia Federal (PF) em Brasília, onde continuará cumprindo a pena de 27 anos de prisão a que foi condenado por envolvimento em um golpe de Estado gestado durante seu governo em 2022.
A saída do hospital ocorreu em uma viatura descaracterizada da PF, acompanhada por batedores da Polícia Militar do Distrito Federal. Minutos antes, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também deixou as instalações hospitalares.
A alta médica de Bolsonaro ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária. Na decisão, Moraes considerou que a defesa do ex-presidente não apresentou "fatos supervenientes que pudessem afastar" as razões para sua manutenção em regime fechado.
O ministro destacou que, contrariando o alegado pela defesa, a condição de saúde de Bolsonaro apresentou melhora, com "quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentindo, após a realização de novas cirurgias eletivas".
Jair Bolsonaro estava internado no Hospital DF Star desde a véspera de Natal. Ele passou por sua oitava cirurgia desde 2018, quando sofreu um atentado a faca durante a campanha eleitoral. Desta vez, a intervenção cirúrgica teve como objetivo tratar uma hérnia inguinal.
Além disso, o ex-presidente tem se submetido a uma série de procedimentos em seu nervo frênico, visando amenizar crises recorrentes de soluços, um problema de saúde que o acompanha há algum tempo.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu à decisão de Alexandre de Moraes, criticando a manutenção de seu pai na sede da PF. Ele argumentou que o ex-presidente necessita de cuidados médicos que, segundo ele, não poderiam ser garantidos em um ambiente prisional.
Em suas redes sociais, o senador chegou a afirmar que seu pai corre risco de AVC "em função das complicações em sua saúde" e acusou Moraes de agir com "sarcasmo" e "tortura". Flávio Bolsonaro insistiu que laudos médicos indicam a necessidade de "cuidados permanentes" para o ex-presidente.
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