A autorização para a extradição do casal, que ocorreu em novembro de 2023 pela Justiça Federal da Paraíba, foi concedida pelo Tribunal Nacional Criminal e Correcional Federal da Argentina. A decisão determinou que o período de detenção de Antônio Ais na Argentina fosse computado no processo brasileiro. No entanto, a defesa do casal **recorreu contra a autorização**, alegando que não existe uma ordem de extradição decretada e, portanto, **nenhuma data prevista para o retorno ao Brasil**.
A embaixada brasileira em Buenos Aires confirmou que o processo está em andamento, mas **sem previsão para uma sentença definitiva** pela justiça local. A Justiça argentina não divulgou atualizações, e o processo no Brasil tramita em segredo de justiça, aumentando a incerteza para as mais de 20 mil vítimas que confiaram seus investimentos à Braiscompany.
A Braiscompany, que prometia altos rendimentos através da gestão de ativos digitais e tecnologia blockchain, foi alvo de uma operação da Polícia Federal em fevereiro de 2023. A investigação aponta que o casal **desviou cerca de R$ 1,11 bilhão**.
Em fevereiro de 2024, a Justiça da Paraíba decretou oficialmente a falência da Braiscompany. O casal, Antônio Inácio da Silva Neto e Fabrícia Farias, foi condenado em fevereiro de 2024 a penas que somam mais de 150 anos de prisão, juntamente com outros nove réus. O montante a ser reparado em danos é de R$ 277 milhões em danos patrimoniais e R$ 100 milhões em dano coletivo, valores que parecem distantes da realidade dos investidores lesados, dada a complexidade e a demora no processo de extradição.
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