O ano de 2026 amanheceu com eventos de forte repercussão internacional, marcados pela queda de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. A prisão do ditador, acusado de crimes como genocídio e fraude eleitoral, reacendeu o debate sobre a atuação da justiça internacional e a eficácia das normas da ONU. Em contrapartida, o Brasil se encontra em um momento delicado, longe de ser um exemplo de estabilidade.
A operação militar que resultou na extradição de Maduro dos Estados Unidos, embora questionável sob a ótica da soberania nacional, expõe a fragilidade do direito internacional. O autor do artigo ressalta que a violação de princípios como a inadmissibilidade da aquisição de territórios pela força não é inédita, citando precedentes em diversas regiões do globo. A incapacidade da ONU em impor suas próprias regras e a prevalência do "direito à força" sobre a "força do direito" são pontos cruciais dessa análise.
O texto critica a postura do governo brasileiro, evidenciada pela presença do presidente em Moscou durante o desfile militar de 9 de maio, em um contexto de guerra na Ucrânia. Essa aproximação, segundo o autor, sinaliza uma "afinidade diplomática com regimes autoritários" como Venezuela, Cuba e Rússia, reforçando a ideia de que o projeto da ONU de paz mundial está distante de sua realidade.
No cenário doméstico, o Brasil enfrenta um "período difícil na relação entre os Três Poderes". O Congresso Nacional é apontado como o "Poder mais forte da República", mas criticado pelo uso de emendas "no interesse individual". O Poder Executivo é acusado de "gastar o que não tem e além do que arrecada", enquanto o Banco Central luta para conter a inflação e o Judiciário, especialmente o Supremo Tribunal Federal, tem sua credibilidade em xeque. A permanência de "sete milhões de famílias no Bolsa Família há uma década" é citada como um indicativo de "estagnação na busca por emprego", questionando a queda real do desemprego.
O autor lamenta a "falência completa das contas públicas brasileiras" e a perda de credibilidade do Judiciário, contrastando com a época de ministros como Moreira Alves e Sydney Sanches. A esperança reside em um retorno à essência das funções de cada Poder, algo que, segundo ele, remete ao início de sua trajetória na advocacia em 1957.
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