Bruno Henrique vira réu por estelionato em caso de apostas esportivas

Flamenguista agora enfrenta duas acusações criminais

O jogador Bruno Henrique, do Flamengo, tornou-se réu em um processo que envolve acusações de fraude em competição esportiva e, agora, também de estelionato. A Justiça do Distrito Federal acolheu um recurso do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MP-DFT), o que ampliou as acusações contra o atleta. A decisão foi comunicada nesta quinta-feira, após uma sessão de julgamento.

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Inicialmente, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJ-DFT) havia aceitado apenas parcialmente a denúncia do MP-DFT, rejeitando o enquadramento de Bruno Henrique no crime de estelionato. No entanto, a Terceira Turma Criminal, com a divergência do desembargador Demétrius Gomes, reviu essa decisão. O relator apontou que a International Betting Integrity Agency (Ibia), uma associação internacional de integridade de apostas, pode atuar como representante das empresas de apostas, facilitando a acusação de estelionato.

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Penas e fiança negada

Com as duas acusações, Bruno Henrique pode enfrentar penas que variam de dois a seis anos de prisão pela fraude em competição esportiva, conforme o artigo 200 da Lei Geral do Esporte, e de um a cinco anos de reclusão pelo estelionato. Além do jogador, outras oito pessoas, incluindo seu irmão e primos, também respondem no caso.

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O MP-DFT havia solicitado o pagamento de uma fiança de R$ 2 milhões, mas o pedido foi negado pela Turma. O argumento utilizado foi que o jogador não representa risco de fuga, e seus representantes defendem o arquivamento do processo.

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Precedente do STF e o caso de Bruno Henrique

Um precedente recente do Supremo Tribunal de Justiça (STF) pode influenciar o caso de Bruno Henrique. Nesta semana, o STF determinou que provocar cartões amarelos para favorecer apostas esportivas não configura manipulação de jogos, pois a ação não tem potencial para alterar o resultado de uma partida.

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Essa compreensão foi expressa pelo ministro Gilmar Mendes em um caso semelhante envolvendo Igor Cariúss, que foi denunciado por forçar um cartão em troca de dinheiro para beneficiar apostas. O ministro argumentou que a conduta, embora possa levar a punições na esfera esportiva, não se enquadra como crime.

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Na Justiça Desportiva, Bruno Henrique já obteve vitórias. Ele havia sido suspenso por 12 jogos e multado em R$ 60 mil por forçar um cartão em uma partida do Brasileirão de 2023, mas conseguiu reverter a suspensão, permanecendo apenas com a multa.

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Relembre o lance que gerou a suspeita

A investigação que levou Bruno Henrique a ser suspeito ocorreu após uma partida do Brasileirão de 2023 contra o Santos, onde o jogador recebeu um cartão amarelo aos 50 minutos do segundo tempo. A suspeita é que ele teria forçado a situação para beneficiar apostas feitas por seus parentes.

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De acordo com as informações, o irmão de Bruno Henrique, Wander Pinto Júnior, teria apostado R$ 380,86 e recebido R$ 1.180,67 de retorno. A esposa de Wander e cunhada do jogador também teria feito apostas em plataformas distintas, com retornos significativos. Uma prima do atleta também realizou uma aposta com retorno idêntico.

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Antes da aceitação da denúncia, a defesa de Bruno Henrique já havia tentado o arquivamento do processo, argumentando que a conduta atribuída ao jogador não condizia com as ações relatadas no inquérito. O pedido, contudo, foi indeferido.

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