Buenos Aires proíbe linguagem neutra -

O Ministério da Educação de Buenos Aires informou na quinta-feira 9 que vai regular o uso da linguagem neutra nas escolas da cidade. O objetivo é “facilitar o processo de aprendizagem dos alunos”.

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A decisão foi tomada em conjunto com especialistas e foi apresentada após a obtenção dos resultados das avaliações educacionais aplicadas nas escolas da capital, que mostraram que o mais afetado pela pandemia foi a compreensão da leitura, na qual se obteve um resultado médio que mostra um retrocesso de 4 anos.

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“Os professores têm que respeitar as regras da língua espanhola quando estão à frente da sala de aula e nas suas comunicações”, disse o Rodríguez Larreta, prefeito de Buenos Aires, nesta sexta-feira, 10, em coletiva de imprensa. “Depois, cabe a cada um ao longo da vida como adaptar isso e o uso que deseja dar, mas na escola você tem que respeitar a língua espanhola”, reiterou.

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Vamos a limitar el uso del @, la X y la E dentro del aula y en las comunicaciones oficiales de las escuelas; y vamos a promover, a través de guías para todos los niveles, herramientas para comunicar de manera inclusiva sin necesidad de modificar la lengua.

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— Horacio Rodríguez Larreta (@horaciorlarreta) June 10, 2022

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Segundo a ministra da Educação de Buenos Aires, Soledad Acuña, os professores devem “realizar comunicações de acordo com as regras da língua espanhola, suas normas gramaticais e diretrizes oficiais para seu ensino”.

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O novo padrão baseia-se na premissa de que a língua espanhola oferece várias opções para se comunicar de forma inclusiva sem a necessidade de deturpá-la ou adicionar maior complexidade à compreensão e fluência da leitura.

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Conforme detalhado pelo Ministério, trata-se de uma medida que “se aplica apenas ao conteúdo ministrado em aula, ao material que é entregue aos alunos e aos documentos oficiais dos estabelecimentos de ensino”.

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Buenos Aires segue recomendação de instituições

A resolução baseia-se na recomendação da Academia Argentina de Letras, que propõe preservar o ensino da língua em todos os níveis de ensino e trabalho. “Queremos que nossos alunos escrevam com certa fluência e correção e, acima de tudo, entenda o que você lê e escreve”, destacou o ministério.

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A pasta também levou em conta a orientação da Real Academia Espanhola no relatório sobre a linguagem inclusiva: “O uso do ‘@’ ou das letras ‘e’ e ‘x’ como supostas marcas de gênero inclusivo é estranho à morfologia do espanhol.”

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