Os renomados cantores Caetano Veloso, Gilberto Gil e Paulinho da Viola lideram neste domingo, 14, um ato musical em Copacabana, no Rio de Janeiro. A manifestação, que promete reunir outros artistas ainda a serem confirmados, tem como principal alvo o Congresso Nacional e surge como resposta à recente aprovação do projeto de lei da Dosimetria. A mobilização também busca dar voz a outras preocupações levantadas por Caetano Veloso nas redes sociais.
Entre as pautas centrais do protesto estão o já mencionado PL da Dosimetria, que flexibiliza penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro e pela trama golpista, a investigação das chamadas emendas Pix, a exigência de maior transparência no caso Master e a demanda por decoro e responsabilidade no Supremo Tribunal Federal (STF). Em vídeo divulgado, Caetano Veloso ressaltou a importância dessas pautas, afirmando que elas se referem a "tudo que apareceu como escandalosamente problemático na atitude do Congresso, da Câmara dos Deputados".
A iniciativa não se restringe ao Rio de Janeiro. Protestos semelhantes estão sendo convocados em diversas outras capitais brasileiras, incluindo Belo Horizonte, Curitiba, Belém, Recife, Porto Velho, Rio Branco, Goiânia e Brasília. Em São Paulo, o ato está programado para acontecer em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, a partir das 14h. A articulação dessas mobilizações envolve artistas, parlamentares e influenciadores ligados à esquerda, com forte divulgação nas redes sociais do portal Mídia Ninja e do grupo 342 Artes.
A manifestação no Rio de Janeiro recebeu o nome de "Ato musical 2: o retorno", remetendo a um evento similar realizado em setembro contra a PEC da Blindagem e a tentativa de anistia a condenados pelo golpe de Estado. Na ocasião, atos semelhantes ocorreram em várias cidades, com grande público no Rio e em São Paulo. O ato anterior contou com apresentações de nomes como Chico Buarque, Djavan, Marina Sena, Ivan Lins, Maria Gadú e Lenine, reunindo um público estimado em 41,8 mil pessoas no Rio e 42,4 mil na Avenida Paulista, segundo o Monitor do Debate Público da USP. A convocação atual defende a necessidade de "devolver o Congresso ao povo".
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