O atual vice-governador, Daniel Vilela (União Brasil), desponta como o favorito nas intenções de voto para o governo, com 26%. Ele reconhece a responsabilidade de dar continuidade ao trabalho de Caiado e busca consolidar seu nome em meio a uma base política heterogênea. "Goiás quer seguir mudando e avançando, é isso que vamos propor e fazer", afirmou Vilela, destacando a sintonia administrativa com o atual governador e o compromisso com a segurança pública.
No entanto, o cientista político Guilherme Carvalho, da UFGO, aponta que Vilela ainda precisa ampliar sua aceitação. "O Daniel ainda não é visto como um líder impositivo", salientou Carvalho, sugerindo ajustes em seu perfil, como maior presença junto às forças de segurança pública e uma guinada à direita para fortalecer sua candidatura.
Na oposição, Marconi Perillo, ex-governador e presidente nacional do PSDB, surge como principal adversário de Vilela, com 22% das intenções de voto. Perillo aposta em seu histórico de gestão, apesar de um desgaste acumulado. "Perillo tem um piso alto por seu recall, mas um teto baixo devido ao desgaste e ao tempo afastado do poder", analisa o professor Lehninger Mota, da UFG.
Outro nome forte é o senador Wilder Morais (PL), ligado à base bolsonarista, com 10% das intenções de voto. Carvalho o considera "o candidato mais ameaçador para o Daniel Vilela", por emular o estilo de Caiado e ter potencial para atrair votos da base bolsonarista. O PL já anunciou a intenção de lançar candidaturas completas em todo o país, incluindo Goiás.
A disputa por uma das vagas no Senado promete ser igualmente acirrada. Gracinha Caiado, esposa do governador, é vista como favorita, com protagonismo próprio em trabalhos sociais. Gustavo Gayer (PL), deputado federal com forte influência na direita e engajamento digital, também se apresenta como um nome competitivo. O ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, que desistiu de concorrer ao governo, mira uma vaga na Casa Alta.
Nomes como Vanderlan Cardoso (PSD), Rubens Otoni (PT) e Major Vitor Hugo (PL) também podem integrar a disputa pelo Senado, evidenciando a polarização e a diversidade de forças políticas em Goiás para as eleições de 2026.
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