Cientistas encontram arsênio e superbactérias em ostras consumidas no Brasil

Leia mais
in naturaLeia maisCitrobacter telavivensisLeia mais

Além da presença de bactérias resistentes, as ostras analisadas apresentaram concentrações de arsênio entre 0,44 e 1,95 mg/kg – o limite máximo permitido pela Anvisa é de 1 mg/kg. A combinação entre resíduos de antibióticos e metais pesados como arsênio parece criar o cenário ideal para o surgimento dessas superbactérias. Os pesquisadores chamam esse fenômeno de “co-seleção”, em que as bactérias adaptadas a um tipo de poluente acabam se tornando resistentes também a outros.Mais alarmante ainda foi a detecção da enzima CTX-M-15 nas cepas de C. telavivensis. Essa enzima confere resistência a antibióticos de última geração usados em casos graves. Para Edison Barbieri, pesquisador do Instituto de Pesca e coautor do estudo, os achados reforçam a necessidade urgente de ampliação da vigilância: “É fundamental que haja um maior monitoramento ambiental. Monitoramento não só do arsênio e metais, mas principalmente das bactérias resistentes. Não só das ostras, mas também dos pescados”, disse ao Jornal da USP.

Leia mais

A situação é agravada pelo fato de que as ostras são consumidas cruas, sem qualquer processo de cozimento que possa eliminar microrganismos patogênicos. Isso eleva o risco de infecção, especialmente entre idosos, crianças e pessoas imunocomprometidas. E, como a origem exata dos animais analisados na natureza não era conhecida, não foi possível identificar a fonte específica da contaminação.A legislação brasileira atual sobre a qualidade de ostras para consumo humano limita-se à detecção de coliformes fecais. Isso, segundo os pesquisadores, é insuficiente. As ostras, por viverem fixas e se alimentarem por filtração, funcionam como sentinelas ambientais. Retêm microrganismos presentes na água — inclusive aqueles provenientes de esgotos domésticos e hospitalares — e refletem, em tempo real, o estado de contaminação do ambiente. Segundo os pesquisadores, os dados levantados mostram que “animais estão sendo infectados e morrem por essas bactérias”. A introdução de uma bactéria multirresistente como a Citrobacter telavivensis na cadeia alimentar “pode ter consequências graves”, reforça Barbieri.

Leia mais

[Por: Superinteressante]

Leia mais

Source link

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

MNegreiros.com