Se a gravação no gelo em si já é uma técnica digna de filme de espionagem da época da Guerra Fria, a maneira como as mensagens são lidas não fica para trás. A leitura é feita por sensores térmicos capazes de distinguir as variações de calor associadas às diferentes formas das cavidades. A técnica é reversível: as mensagens podem ser apagadas com o derretimento ou fusão superficial do gelo e regravadas na mesma região, oferecendo uma plataforma de armazenamento temporário reutilizável. No vídeo abaixo, por exemplo, o computador mostra a criação e leitura das letras F e L.
Segundo os autores, o sistema funciona com alta precisão e boa reprodutibilidade, além de não exigir componentes eletrônicos integrados à superfície. “Esse método representa uma nova abordagem para armazenar informações temporárias em materiais naturalmente perecíveis, com potencial para aplicações futuras em codificação de dados térmicos, sensores ambientais e tecnologias de segurança”, escrevem os pesquisadores no artigo.Os experimentos também mostraram que as mensagens em código Morse não são visíveis a olho nu, um recurso que pode ser explorado para formas discretas de armazenamento. Os dados só podem ser detectados por meio de câmeras térmicas ou sensores infravermelhos, o que acrescenta uma camada de confidencialidade ao sistema.
[Por: Superinteressante]
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