Com Lula, PT tem maior controle de ministérios desde 2003

[Editado por: Marcelo Negreiros]

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O índice supera os 9% do governo de Jair Bolsonaro, do PL, os 34% de Michel Temer, do MDB, e os 32% de Dilma Rousseff, também do PT, em seus primeiros mandatos, além das próprias administrações de Lula em 2007, com 33%, e em 2003, com 36%. Já o segundo mandato de Dilma, interrompido pelo impeachment, não foi considerado.

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Ministérios sob o controle do PT

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Atualmente, o PT controla os ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar; Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome; Direitos Humanos e Cidadania; Educação; Fazenda; Igualdade Racial; Mulheres; Saúde; Trabalho e Emprego; além da Casa Civil, da Secretaria-Geral da Presidência e da Secretaria de Relações Institucionais.

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Embora haja essa concentração, a estrutura ministerial não permaneceu estática. Desde janeiro, ocorreram seis substituições na alta cúpula, totalizando 12 mudanças desde o início do mandato. A maioria das substituições visou a acomodar demandas internas do PT ou a responder a emergências, como a saída de Juscelino Filho, acusado de corrupção, do Ministério das Comunicações.

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Especialistas em ciência política afirmam que essa centralização reflete um perfil mais cauteloso e centralizador de Lula, influenciado pela Operação Lava Jato. Essa fase deixou marcas profundas no PT, além de lidar com um Congresso fortalecido, com bancadas mais ideologizadas e autônomas.

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O congelamento da coalizão quebra a tradição de reconfigurações partidárias adotadas por presidentes da Nova República. Dados do Cebrap mostram que, desde a redemocratização, cada governo promoveu pelo menos uma reconfiguração na base até o início do terceiro ano de mandato.

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Desafios no Congresso

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Apesar de controlar uma parte significativa dos ministérios, o governo Lula enfrenta desafios para obter apoio consistente no Congresso. Partidos como União Brasil, PP, MDB, PSD e Republicanos, mesmo com representantes na Esplanada, frequentemente se opõem ao governo em votações cruciais.

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Já a adesão dessas siglas ao governo ocorre muitas vezes sem o aval das cúpulas nacionais, o que significa que não há um compromisso formal de apoio nas votações do Congresso. Assim, a resistência ao governo não vem apenas de partidos de centro-direita.

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Leia mais: “Morte clínica em Brasília”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 268 da Revista Oeste

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O PDT, por exemplo, anunciou recentemente que sua bancada na Câmara deixará de apoiar o governo. O líder do PDT na Câmara, Mário Heringer (MG), destacou que a motivação para a decisão foi a maneira como ocorreu a destituição de Carlos Lupi do Ministério da Previdência.

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Além disso, partidos com ministérios, como o PSD, criticam a falta de pastas de maior relevância política. Um influente deputado da sigla na Câmara expressou descontentamento e afirmou que o partido vinha pedindo reiteradamente por um espaço mais estratégico no governo.

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Perfil centralizador de Lula e o contexto político

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O Ministério da Pesca, sob comando de André de Paula (PSD-PE), foi criticado por ser considerado esvaziado pelo partido. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, voltou a se distanciar do governo, defendendo a ideia de que o partido lance uma candidatura própria para a Presidência em 2026.

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Para o professor de Ciência Política Leandro Consentino, Lula adota um perfil mais centralizador do que em mandatos anteriores. Apesar de ter vencido a eleição de 2022 com uma proposta de frente ampla, essa ideia não se concretizou na prática.

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“Historicamente, o PT já tende a concentrar poder”, afirmou Consentino, ao Estadão. “Mas agora o governo está ainda mais centralizador. Todos os ministérios que funcionam no Palácio do Planalto estão nas mãos do PT.”

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Essa concentração de poder no PT também é uma via de mão dupla. O arranjo não só reflete o perfil mais fechado do presidente, mas também um Congresso mais fortalecido, marcado por partidos mais ideologizados e independentes.

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Leia também: “O escritório de advocacia de Lula”, reportagem de Cristyan Costa publicada na Edição 268 da Revista Oeste

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As emendas parlamentares, que atingiram valores recordes, contribuíram para essa mudança de cenário, tornando a negociação política mais complexa e fragmentada. A lógica tradicional de que a posse de um ministério garante apoio automático no Congresso não se aplica mais.

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Agora, a negociação é feita de forma pontual, focada em pautas específicas. Esse novo contexto exige uma abordagem mais cautelosa e estratégica na articulação política entre o Executivo e os partidos que compõem sua base.

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