Como a família e o trabalho podem ser refúgios no sofrimento emocional

Por Dr. André Telis

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No Brasil de hoje, o sofrimento mental não é mais uma exceção. Ele pode estar ao nosso lado, naquele colega que anda calado no almoço, na amiga que cancelou mais um encontro, ou até naquele parente que vive dizendo “só estou cansado” — e a gente nem percebe que, por trás dessas pequenas atitudes, pode haver uma dor silenciosa pedindo socorro.

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Segundo dados do governo federal, em 2024 mais de 472 mil trabalhadores foram afastados por transtornos mentais e comportamentais, como depressão, ansiedade e burnout. Um número que não para de crescer. Isso sem contar os milhões que continuam indo trabalhar todos os dias, mesmo carregando um peso invisível no peito.

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Essas pessoas acordam, tomam banho, saem de casa. Sorriem para os colegas, respondem e-mails, participam de reuniões, cuidam de casa, dos filhos, da vida. Mas por dentro, estão esgotadas.

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A dor emocional não grita. Ela se esconde. E às vezes se disfarça de irritação, cansaço, impaciência, falta de vontade. Vai se acumulando até virar um buraco dentro do peito. E, quando a gente se dá conta, aquela pessoa forte, presente, divertida, já não é mais a mesma.

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Como perceber que alguém da sua família pode estar em sofrimento emocional?

É no dia a dia, na rotina de casa ou do trabalho, que os primeiros sinais aparecem. Às vezes é aquela pessoa que passa o dia inteiro calada, que antes ria alto e agora evita conversar. Ou que começa a faltar aos compromissos, perde o brilho no olhar, vive dizendo que está cansada — mas nunca consegue descansar. São detalhes pequenos, mas que, juntos, contam uma história de sofrimento que muitas vezes passa despercebida.

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  • A pessoa começa a se isolar — não quer mais sair, evita conversar, perde o interesse por atividades que antes gostava.
  • Mudanças bruscas de humor — acessos de choro, irritabilidade, raiva sem motivo aparente.
  • Problemas no sono — dorme demais ou quase nada.
  • Queixas físicas vagas — dor de cabeça, no peito, no estômago, sem causa médica definida.
  • Perda ou ganho de peso, apetite desregulado.
  • Fala repetitiva de cansaço extremo, sensação de vazio, sentimento de fracasso.
  • Frases do tipo: “Eu queria sumir”, “Nada mais faz sentido”, “Eu sou um peso para os outros”.
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Se você perceber dois ou mais desses sinais por um período prolongado, não ignore. Chame para conversar. Pergunte como a pessoa está, com real interesse. Escute sem interromper, sem tentar resolver tudo com frases prontas como “vai passar” ou “levanta a cabeça”. Muitas vezes, a pessoa só precisa saber que você está ali por ela.

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E se você está sofrendo agora, isso aqui é pra você

Talvez você esteja se sentindo cansado, sobrecarregado, em pedaços. Talvez esteja escondendo tudo com medo de preocupar quem ama. Talvez esteja tentando lidar sozinho com dores que já não cabem mais dentro de você.

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Eu quero te dizer: você não está sozinho.

Você tem o direito de pedir ajuda. De não dar conta de tudo. De parar e dizer: “Não estou bem”. Isso não te faz fraco — te faz humano. E reconhecer o próprio limite é um ato de coragem, não de fracasso.

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Se abrir com alguém de confiança pode ser o primeiro passo. Pode ser um amigo, alguém da família, um colega de trabalho. E, se você não souber por onde começar, diga simplesmente:

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“Eu preciso conversar. Não estou bem.”

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Procurar um psicólogo, um médico, um grupo de apoio — isso é cuidado. É recomeço. É dizer pra si mesmo que a sua vida vale a pena ser vivida com leveza, e não com dor constante.

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O trabalho também pode (e deve) ser um espaço de acolhimento

Por que o ambiente de trabalho precisa ser um lugar que adoece?

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Por que tanta gente entra muda e sai calada, com o peito apertado e a cabeça pesada, como se estivesse sempre prestes a desabar?

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O trabalho ocupa boa parte dos nossos dias — e da nossa vida. Por isso, ele não pode ser apenas cobrança, pressão e silêncio sobre o que sentimos. Precisa ser também um espaço de cuidado, de respeito, de escuta verdadeira.

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Promover pausas, permitir que alguém diga “hoje não estou bem” sem medo de julgamento, criar vínculos onde a vulnerabilidade não seja vista como fraqueza — isso transforma. Isso acolhe. E sim, isso salva.

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Empresas, escolas, repartições públicas… todos os lugares onde há pessoas precisam repensar o jeito como cuidam de quem está ali, dia após dia, entregando seu tempo, sua energia e sua saúde.

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Cuidar da saúde mental não é luxo.

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É sobre humanidade.

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É sobre reconhecer que quem trabalha também sente, também sofre — e merece ser acolhido.

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Lembre-se:

? Se você ama alguém e está vendo que ele não é mais o mesmo: chegue junto.

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Às vezes, a pessoa não sabe como pedir ajuda. Pode estar se sentindo envergonhada, com medo de parecer fraca ou de preocupar os outros. Você pode começar com algo simples, como:

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“Tenho percebido que você está mais quieto… quer conversar?”

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Ou: “Sinto sua falta como você era. Estou aqui, tá?”

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Não precisa forçar. Só estar por perto, de verdade, já faz diferença.

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Convide para dar uma volta, tomar um café, assistir a algo leve. Crie espaço para o outro respirar. E, se sentir abertura, ofereça ajuda para buscar apoio profissional.

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? Se você está doente por dentro, mas continua tentando fingir que está tudo bem: por favor, não adie mais.

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  • Você não precisa dar conta de tudo sozinho.
  • Você não é um fardo.
  • Você merece ajuda.
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Pode parecer difícil dar o primeiro passo — mas tente dizer pra alguém:

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“Eu não estou bem. Posso te contar o que estou sentindo?”

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Escolha alguém que você confie. E se essa pessoa não souber como reagir, tudo bem. Tente outra. Você tem o direito de procurar acolhimento.

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E quando estiver pronto, procure um profissional. Psicólogos, médicos, grupos de apoio — eles estão aí justamente para te ajudar a atravessar essa fase.

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Falar é um ato de coragem. Pedir ajuda é o começo da mudança.

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Você não está sozinho

O cuidado com a saúde mental começa na escuta, no acolhimento, no abraço, na fala simples e sincera:

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“Você não está sozinho. Eu estou com você.”

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Quando o silêncio começa a pesar, é na escuta de alguém querido, no apoio de um colega ou no abraço de casa que o alívio pode surgir. Às vezes, o caminho da cura começa assim — com uma conversa simples, mas verdadeira.

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[Jornal da Paraiba]Jornal da Paraíba

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