Como as estátuas da ilha de Páscoa “andaram”? Estudo simula o deslocamento

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Os moais da Ilha de Páscoa são esculturas de pedra com até dez metros de altura e que pesam mais de 60 toneladas. Por séculos, eles permaneceram misteriosos no imaginário popular (aliás, haja pedra para aguentar a quantidade de teoria da conspiração por trás das esculturas). A dúvida por muito tempo foi a mesma: como uma civilização isolada, sem o auxílio de tecnologia moderna, conseguiu transportar essas figuras monumentais por quilômetros de terreno acidentado?

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Agora, um grupo de arqueólogos e antropólogos acredita ter encontrado uma resposta definitiva. Usando modelagem 3D, experimentos de campo e observações sobre as estradas antigas da ilha, o estudo publicado no Journal of Archaeological Science sugere que as estátuas não foram arrastadas – elas “andaram”.

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“O povo Rapa Nui era incrivelmente engenhoso”, afirmou Carl Lipo, antropólogo da Universidade de Binghamton e coautor da pesquisa, em comunicado. “Eles descobriram um método consistente com os recursos que tinham. É uma forma de honrar sua inteligência e criatividade.”

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Os moais, erguidos entre 1400 e 1650 d.C., foram esculpidos em tufos vulcânicos retirados do vulcão Rano Raraku, um material relativamente macio que podia ser moldado com ferramentas de pedra. Cerca de mil dessas estátuas foram criadas em homenagem a líderes e figuras importantes da comunidade, posicionadas sobre plataformas chamadas ahu, que também serviam como túmulos.

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A nova teoria propõe que as estátuas foram movidas de pé, balançando para frente em um movimento ritmado – um “andar” controlado por cordas presas nas laterais. Para testar a hipótese, a equipe construiu um modelo de 4,35 toneladas com a base em formato de “D” e inclinação para a frente, características encontradas nos moais originais. Dezoito pessoas conseguiram deslocar a réplica por cem metros em apenas 40 minutos.

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“Uma vez que você coloca a estátua em movimento, não é difícil”, explicou Lipo. “As pessoas puxam alternadamente, e o movimento se torna fluido. A dificuldade está em iniciar o balanço.”

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As estradas de Rapa Nui parecem reforçar a teoria. Com cerca de quatro metros de largura e uma leve curvatura central, elas teriam ajudado a estabilizar os moais durante o transporte. “Cada vez que moviam uma estátua, construíam uma nova estrada”, disse Lipo. “Encontramos várias trilhas paralelas, como se estivessem limpando o caminho em etapas sucessivas.”

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Durante décadas, teorias extravagantes tentaram explicar o enigma – desde o uso de troncos e trenós até a intervenção de seres extraterrestres. O novo estudo, porém, oferece uma explicação baseada em evidências físicas e replicáveis.

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“As pessoas inventaram todo tipo de história sobre coisas plausíveis ou possíveis de alguma forma, mas nunca avaliaram as evidências para mostrar que, de fato, é possível aprender sobre o passado e explicar os registros que você vê de maneiras totalmente científicas”, disse Lipo. “Um dos passos é simplesmente dizer: ‘Olha, podemos construir uma resposta aqui.’”

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A descoberta devolve o crédito aos verdadeiros protagonistas da história: o povo Rapa Nui, que aprenderam como mover montanhas – ou, neste caso, fazê-las andar.

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