Como o estresse afeta motoristas e o que fazer para evitar discussões

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Comportamentos impulsivos no trânsito têm se tornado cada vez mais comuns e, em alguns casos, acabam em violência. Após a morte de um motociclista por aplicativo em Santa Rita, no domingo (19), o tema voltou a repercutir.

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O caso aconteceu no bairro de Tibiri. Edvaldo Oliveira, de 33 anos, estava trabalhando quando se envolveu em uma discussão com um motorista por causa de um retrovisor. Segundo a Polícia Civil, o condutor do carro atirou contra Edvaldo e fugiu. A polícia fez buscas na casa da mãe do suspeito, mas ele ainda não foi localizado.

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Para entender esse tipo de reação, a psicóloga Aline Arruda explica como o estresse pode afetar a forma de agir de motoristas e motociclistas.

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Como lidar com o estresse no trânsito

Segundo Aline, situações como trânsito intenso, atrasos e imprevistos agravam comportamentos impulsivos, principalmente em pessoas que já lidam com ansiedade. Ela explica que, ao se sentir sem controle da situação, o motorista pode reagir de forma agressiva.

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Ela destaca que situações inesperadas, como engarrafamentos ou atrasos, geram frustração e dificultam o controle emocional. “A pessoa fica pensando que está em cima da hora e se frustra, porque não tem esse controle. Vai ficando agressiva.”

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Outro ponto levantado é o estado emocional antes de sair de casa. A psicóloga alerta que, ao levar para o trânsito problemas pessoais ou discussões anteriores, há maior risco de descontar as emoções em outras pessoas.

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Como forma de prevenção, ela recomenda atitudes simples, como tentar sair com antecedência e evitar reagir a provocações. Para pessoas mais impulsivas, o autocontrole pode começar com uma pausa para respirar e pensar nas consequências. “Tentar sair mais cedo, se organizar. Se não conseguiu, respirar no sentido de não reagir a xingamentos e ofensas.”

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Para quem tem tendência à impulsividade, ela orienta: “Respira, não responde, pensa na família, pensa que isso não vai levar a nada.”

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Aline também destaca a importância da consciência coletiva. Mesmo que outros motoristas não respeitem as regras, agir com cautela e respeito pode evitar conflitos e garantir mais segurança para todos.

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“Eu preciso dirigir pra mim e para os outros. Eventualmente vai ter uma pessoa que não vai respeitar, mas eu vou respeitar duplamente para conseguir seguir bem”, destaca.

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[Jornal da Paraiba]Jornal da Paraíba

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