A partir desta sexta-feira (6/6), empregados sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) podem migrar qualquer dívida de empréstimos consignados entre bancos e renegociar contratos antigos.
A portabilidade de dívidas está prevista em calendário do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A ideia do governo federal é viabilizar a redução de juros do débito original, com taxas mais atrativas.
Essa nova fase do consignado CLT é aguardada por agentes do mercado financeiro, que entendem que a competição entre as instituições financeiras deve aumentar e, consequentemente, ter taxas de juros mais atrativas nessa modalidade.
Dados divulgados pelo Banco Central (BC), em 29 de maio, mostram que a concessão do rotativo do cartão de crédito caiu quase R$ 3 bilhões em abril, enquanto o valor de empréstimos contratados no âmbito do Crédito do Trabalhador foi de R$ 3,3 bilhões.
“Isso sinaliza que o novo consignado está sendo utilizado, de fato, para migrar dívidas caras”, destacou o MTE.
Segundo o BC, a média das taxas cobradas no consignado privado foi de 3,9% em abril — abaixo de outras modalidades de crédito sem garantia, como cheque especial (7,4%), rotativo do cartão de crédito (15,1%) e crédito pessoal sem consignação (6,2%).
Rubens Neto, representante da Crédito Popular, destaca que os trabalhadores com carteira assinada vão gastar menos e terão menor risco de contrair dívidas nessa nova fase do consignado CLT.
Para ele, os principais benefícios são:
Por se tratar de uma medida provisória (MP), o programa Crédito do Trabalhador tem vigência imediata a partir da publicação. Porém, para ser definitivamente convertida em lei, precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias.
No momento, a Comissão Mista do Congresso Nacional é responsável pela análise da proposta. Até o momento, a comissão recebeu 76 emendas parlamentares. O texto deve ser votado ainda em junho, segundo estimativas dos parlamentares.
A nova linha de crédito consignado para celetistas está disponível desde 21 de março. Nos dois primeiros meses de funcionamento, o consignado CLT totalizou R$ 12,9 bilhões em empréstimos, beneficiando mais de 2,3 milhões de trabalhadores.
Atualmente, o Brasil conta com mais de 47 milhões de trabalhadores assalariados com carteira assinada. O Ministério do Trabalho e Emprego espera que, em quatro anos, 25 milhões de pessoas sejam incluídas no novo consignado privado.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) estima que 19 milhões de celetistas devem optar pela consignação dos salários no período de quatro anos — um total de mais de R$ 120 bilhões em empréstimos contratados.
[Metrópoles]Source link
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