A corrida por ingressos para a Copa do Mundo de 2026 atingiu níveis estratosféricos, com 10 milhões de solicitações registradas diariamente. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, utilizou esses números para justificar os preços dos bilhetes, que têm sido alvo de intensas críticas. Ele afirmou que, com uma expectativa de 6 a 7 milhões de pessoas nos estádios, a entidade recebeu 150 milhões de pedidos em apenas duas semanas, o que demonstra a magnitude do interesse global.
A FIFA tem enfrentado duras críticas pelo aumento acentuado nos preços dos ingressos, especialmente em comparação com a Copa do Catar em 2022. Diferentemente de edições anteriores, onde os valores eram fixos e divulgados com antecedência, o Mundial que será sediado por Estados Unidos, Canadá e México apresenta um sistema com mais barreiras, gerando preocupações sobre a transparência para os torcedores. Os valores revelados pelo site The Athletic indicam que ingressos para a final podem custar até US$ 6.370 (aproximadamente R$ 34 mil), e a média para a fase de grupos varia entre US$ 200 e US$ 300 (R$ 1 mil a R$ 1,6 mil).
Infantino reconheceu as críticas durante uma cúpula em Dubai, mas ressaltou o caráter monumental do evento. Ele destacou a participação de 48 equipes e 48 países, representando um quarto do globo, e a realização de 104 partidas, comparando-as a 104 Super Bowls em um mês. O presidente da FIFA também mencionou que a maior procura por ingressos vem dos Estados Unidos, seguidos por Alemanha e Reino Unido. Ele comparou a demanda atual com o histórico da Copa, afirmando que em duas semanas a FIFA pode ter vendido o equivalente a 300 anos de Copas do Mundo, um feito considerado "absolutamente inacreditável". As receitas geradas, segundo ele, serão reinvestidas no esporte mundialmente.
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