A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Metanol tomou uma medida enérgica nesta terça-feira (3). A vereadora Zoe Martínez (PL-SP), que preside a comissão, anunciou que solicitará a condução coercitiva de José Rodrigues, proprietário do bar Torres, em São Paulo. O estabelecimento é investigado por ser o local onde duas pessoas foram contaminadas e morreram após consumir bebidas com metanol.
Esta é a segunda vez que José Rodrigues falta a uma reunião convocada pela CPI do Metanol. A primeira ausência ocorreu em data anterior, e a segunda foi nesta terça-feira. A presidente da CPI considerou a postura do dono do bar como um ato de desrespeito. "Quem desrespeitou a vida agora não vai desrespeitar a polícia: depois de duas ausências, vamos pedir condução coercitiva para que os donos do estabelecimento sejam levados a depor à força", declarou Zoe Martínez à Coluna do Estadão.
A CPI do Metanol investiga a morte de duas vítimas por intoxicação por metanol. As vítimas foram identificadas como Ricardo Lopes, de 54 anos, que passou mal em 12 de setembro e faleceu quatro dias depois, e Marcos Antônio Jorge Júnior, de 46 anos. Ambos consumiram bebidas alcoólicas no bar Torres, localizado na Mooca, zona leste de São Paulo. O caso chocou a região e levanta sérias questões sobre a segurança e a procedência das bebidas comercializadas no estabelecimento.
A decisão de pedir a condução coercitiva demonstra a determinação da CPI do Metanol em obter todas as informações necessárias para esclarecer as mortes e identificar possíveis responsáveis. A expectativa é que, sob determinação judicial, José Rodrigues seja obrigado a comparecer e prestar depoimento, contribuindo para o andamento das investigações e para que a justiça seja feita às vítimas e seus familiares. A CPI segue empenhada em apurar todos os fatos relacionados à contaminação por metanol no bar Torres.
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