A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, admitiu, nesta sexta-feira (22/8), que houve um erro na organização da base do governo no Congresso Nacional no momento da escolha da composição da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigará as fraudes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Nós tivemos um erro de mobilização da nossa base para a CPMI. Nós faltamos, pessoas da nossa base faltaram, e foi um erro de mobilização. Não vai voltar a acontecer. Nós estamos reorganizando e acredito que a gente vai consolidar a maioria nesta CPMI”, disse a ministra à CNN.
A definição do presidente e do relator da CPMI representou uma vitória para a ala mais ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), havia indicado o senador Omar Aziz (MDB-AM) para comandar o colegiado, mas o escolhido foi o senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Para relatar o assunto, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) propôs o nome de Ricardo Ayres (Republicanos-TO), mas o designado para a função acabou sendo o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL).
A ministra das Relações Institucionais reforçou ainda que a investigação da CPMI também deverá afetar a oposição. “Nós vamos, para essa CPMI, fazer a discussão realmente das responsabilidades, de quem iniciou esse processo. E a oposição tem muita responsabilidade nisso. No governo Bolsonaro tivemos muitos problemas, e foi nesse governo que começaram, de fato, os problemas desses descontos ilegais.”
Depois do revés na CPMI, Gleisi Hoffmann convocou a base governista no Congresso Nacional para discutir o assunto.
[Metrópoles]Source link
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