O relator da CPMI do INSS, o deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), e o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto bateram boca e apontaram o dedo um ao outro durante a oitiva do ex-servidor nesta segunda-feira (13/10), levando a suspensão da sessão por alguns minutos.
A ida de Stefanutto à CPMI começou com truculência. O ex-presidente da previdência social se recusou a responder a primeira pergunta feita pelo relator, que questinou a data em que ingressou ao serviço público, alegando que poderia ser autoicriminatória por Gaspar ter feito “pré-julgamentos” sobre Stefanutto antes. Gaspar ameaçou prisão em flagrante por violar as regras do habeas corpus. Líderes da CPMI negociaram com seu advogado para dar seguimento à sessão.
Alessandro Stefanutto, ex-presidente INSS
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Alessandro Stefanutto, ex-presidente INSS e Alfredo Gaspar discutem
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Alessandro Stefanutto, ex-presidente INSS
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Ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e o relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União-AL), batem boca durante sessão da CPMI do INSS
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Mais cedo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, concedeu um Habeas Corpus ao ex-presidente do INSS, permitindo que ele permanecesse em silêncio ao responder perguntas que poderiam autoincriminá-lo.
Em determinado momento, Alfredo Gaspar questiona Stefanutto a respeito de uma reportagem sobre um advogado pedindo propina para empresas em nome do ex-presidente do INSS. Stefanutto nega e diz que a pergunta é desrespeitosa.
“Me respeite, rapaz, sendo cabeça do maior roubo de aposentados e pensionistas”, disse Gaspar. A sessão, então, foi suspensa a pedido do advogado de Stefanutto. Na saída da mesa, o ex-presidente do INSS disse: “me respeite” e levantou o dedo ao se dirigir ao relator, que devolveu o gesto.
Brasil
Tácio Lorran
Brasil
Fabio Serapião
Integrantes da Oposição pediram prisão de Stefanutto por desacato, mas foi vetado pelo presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG).
[Metrópoles]Source link
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