A Secretaria de Estado da Saúde (SES) da Paraíba divulgou um boletim alarmante: a dengue responde por mais de 95% dos casos de arboviroses no estado em 2026. Até o início de abril, foram registrados 1.831 casos prováveis de dengue. Este cenário reforça a necessidade de atenção contínua às medidas de prevenção.
Embora a dengue seja predominante, o levantamento da SES também aponta a ocorrência de 69 casos de chikungunya e cinco de zika. Felizmente, não há registros confirmados de febre do Oropouche no período analisado. A dengue se consolida como a arbovirose de maior impacto na Paraíba.
Em uma análise comparativa com o mesmo período do ano anterior, observa-se uma redução significativa de cerca de 30% nos casos de dengue em 2026. A chikungunya também apresentou uma queda expressiva, de 79%. No entanto, um ponto de atenção é o aumento de 25% nos registros de zika, indicando a necessidade de monitoramento específico para esta doença.
Apesar do aumento de casos de zika, o cenário geral das arboviroses na Paraíba em 2026 mostra uma redução em relação a 2025, especialmente em relação à dengue e chikungunya. A SES continua monitorando de perto os dados para ajustar as estratégias de controle.
Até o momento, não há mortes confirmadas por arboviroses em 2026 na Paraíba. Contudo, a SES informa que três óbitos suspeitos por dengue seguem em investigação, sendo dois em João Pessoa e um em Bayeux. A investigação é crucial para entender todas as circunstâncias e garantir a precisão dos dados.
Paralelamente, o estado tem intensificado as ações de prevenção em parceria com os municípios. O uso de fumacê em áreas prioritárias, capacitações para a aplicação de larvicidas e a ampliação do uso de ovitrampas para monitorar o mosquito Aedes aegypti são algumas das medidas adotadas. A SES reitera a importância de eliminar água parada, principal forma de combater os mosquitos transmissores de arboviroses.
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