Ao longo da história, vários povos desenvolveram tecnologias para lidar com a menstruação. Algumas se pareciam com absorventes contemporâneos, outras nem tanto. Ou seja: não faz sentido dividir a História entre antes e depois do Modess. Além disso, o assunto foi (e ainda é) tratado como tabu, o que torna difícil investigá-lo.
Feitas essas ressalvas, vamos à resposta: os gregos já enrolavam fiapos de pano em pedaços de madeira para usar como O.B. Entre indígenas da América do Norte, tiras de pele de búfalo cumpriam o papel de absorventes externos. Já na Roma Antiga, os tampões eram feitos de lã e podiam ser embebidos em ópio para aliviar cólicas – uma combinação que foi vendida em farmácias até o século 19.
Agora, um salto no tempo para as versões modernas: as primeiras calcinhas absorventes, com forro lavável, são de 1896. O O.B. de algodão atual é de 1931, e os absorventes externos com adesivos são de 1969. A primeira patente de um coletor menstrual, acredite, é de 1937.
E vale lembrar que o problema de “se virar” permanece: 1 em cada 4 brasileiras já precisou utilizar panos, papel higiênico ou jornal por falta de dinheiro.
Pergunta de Oriane N. Baum, via e-mail
Fonte: (1) Pobreza Menstrual no Brasil: desigualdade e violações de direitos, Unicef; (2): “A relação das brasileiras com o período menstrual e o fenômeno da pobreza menstrual”, 2022, Instituto Locomotiva e P&G. Livros The Curse: A Cultural History of Menstruation e The Hippocratic Oath and the Ethics of Medicine.
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[Por: Superinteressante]Source link
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