Disputa entre Procons e fabricantes de smartphone deve parar na Justiça

Leia maisLeia mais

O Procon é um dos órgãos reconhecidos pelo Código de Defesa do Consumidor para atuar contra práticas consideradas abusivas, com a liberdade de abrir processos administrativos contra empresas que julga infratoras e autuá-las em caso de descumprimento. Entre as sanções previstas estão desde multa (estabelecida conforme o faturamento da empresa) até interdição parcial ou total.

Leia mais
Leia mais

“Caso cada órgão estadual aplique uma multa milionária e as empresas venham a recorrer, caberá ao judiciário decidir de quem é a competência”, afirma o advogado. As empresas não se posicionaram oficialmente, mas a estratégia indica que elas apostarão no fato de que o adaptador para tomadas não é um acessório essencial para o funcionamento do aparelho, uma vez que o USB que vem na caixa pode ser considerado suficiente para permitir a recarga de bateria do celular.

Leia mais

“As empresas farão uma avaliação de risco se aquela deliberação do Procon tem chances de ser mantida judicialmente depois. Essa lógica de que com o cabo de energia o consumidor poderia carregar o smartphone no computador ou em outro adaptador, não representaria um descumprimento do Código de Defesa do Consumidor. Também derruba a eventual tese de que é uma venda casada, pois a empresa não obriga que o cliente compre com ela o adaptador”, avalia o diretor da Brasilcon.

Leia mais

Leia mais

Leia mais

O posicionamento das empresas, de toda forma, é um risco – já que a Justiça pode ter um entendimento diferente da questão. Pode ser o caso, por exemplo, dos cabos da Apple, que possuem uma saída lightning e uma saída USB-C, ou até duas saídas USB-C. “Se de alguma forma a empresa causar uma dificuldade ao consumidor, se não for um cabo padrão, pode ir contra o Código de Defesa do Consumidor. E a decisão da Justiça é final – quanto mais tempo a empresa demorar a se adaptar, maior o prejuízo”, afirma Araújo.

Leia mais

Leia mais
Leia mais

A raiz do problema, porém, pode estar em outro setor: o marketing. A Apple argumenta que que quer evitar o acúmulo de lixo eletrônico, uma vez que os adaptadores normalmente são acessórios já “antigos” que usuários já possuem. Mas essa vantagem não fica clara para o consumidor.

Leia mais

Leia mais

“O cliente tem que ver essa vantagem para ele. Se as empresas oferecessem os aparelhos em duas versões: uma com o adaptador e outra sem, mais barato, essa diferença ficaria mais clara. Temos histórico disso no mercado, de aparelhos vendidos sem adaptadores de tomada, que foram aceitos”, lembra o advogado.

Leia mais

Leia mais

Esse cabo de guerra está no início. As notificações dos Procons exigem das empresas explicações, e nenhuma autuação foi feita. As empresas podem rever suas posições ou então mantê-las. E no caso de uma multa, buscar um recurso julgado pela diretoria jurídica do próprio Procon, ou levar a questão para o judiciário se acreditar que o órgão está extrapolando suas competências.

Leia mais

Leia mais

Leia mais

Neste caso, ficaria a cargo da Justiça brasileira definir não apenas se a organização está dentro dos limites de sua operação, mas também decidir se Apple e Samsung podem ou não continuar a oferecer smartphones sem o adaptador.

Leia mais

Leia mais

Com informações de Olhar Digital

Leia mais

Gostou deste story?

Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!

Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!

MNegreiros.com