“Domo Dourado”: proteção antimíssil que Trump que...

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Quase um trilhão de reais. Essa é a quantia que Donald Trump está planejando gastar para desenvolver um novo sistema de defesa antimíssil para os Estados Unidos. A proposta, apelidada de Golden Dome (“Domo Dourado”), custaria US$ 175 bilhões e protegeria o país de ataques vindos de outros países – e também do espaço.

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Pelo menos esse é o custo que a equipe do presidente estimou, por ora. Uma agência apartidária do Congresso dos Estados Unidos acredita que esse hipotético sistema intercontinental de interceptação de mísseis pode custar entre US$ 161 bilhões (R$ 906 bilhões) e US$ 542 bilhões (R$ 3 trilhões), num período de 20 anos.

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Mas é possível proteger um país de tamanho continental de mísseis balísticos? O governo republicano acha que sim. A ideia é que o Domo Dourado atue na terra, no mar e até no espaço, para proteger o território estadunidense de qualquer ameaça aérea, desde mísseis nucleares até pequenos drones. O sistema de defesa foi prometido para o fim de mandato de Trump (ou seja, até o começo de 2029).

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Trump gosta de construir muros, mas o Domo Dourado não vai ser um domo literal e físico cobrindo os Estados Unidos. O sistema seria um conjunto de sensores e aparelhos para interceptar ameaças espalhados pelo território do país e contando também com satélites no espaço. Esse era, inclusive, um sonho antigo do ex-presidente Ronald Reagan. Nos anos 1980, Reagan tentou criar um sistema de defesa espacial que foi apelidado de Star Wars, mas que não foi para frente.

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Funcionaria, resumidamente, assim: radares detectariam quando uma ameaça estivesse a caminho dos EUA e calculariam qual área seria atingida. Daí, um míssil seria lançado do solo americano para colidir com a arma inimiga, destruindo a ameaça com uma explosão no ar.

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Empresas de armamentos, como a Lockheed Martin, e de tecnologia, como a SpaceX, estão envolvidas no projeto do governo americano. O financiamento corre risco de não ser aprovado no Congresso porque a oposição questiona o favorecimento à empresa espacial de Elon Musk, conselheiro sênior de Trump.

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Não dá para ter certeza se o projeto ambicioso (e muito caro) vai funcionar, mas ele é inspirado num sistema existente e muito eficiente: o Domo de Ferro de Israel.

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Guerra nas estrelas

Os Estados Unidos, como vários outros países, já têm um sistema de defesa antimíssil. O National Missile Defense começou na década de 1990 e continua até hoje, com mísseis anti-balísticos que podem proteger o país de ataques inimigos, atingindo os projéteis no meio de sua trajetória.

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A ideia do Domo Dourado vai bem além de uma simples defesa aérea, porém. O projeto visa conquistar militarização do espaço e superar tratados sobre armamentos firmados no século passado. Em seu primeiro mandato, Trump saiu de dois acordos internacionais da época da Guerra Fria sobre mísseis antibalísticos e armas nucleares, argumentando que a Rússia não estava respeitando o trato.

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Agora, um sistema como o Domo Dourado pode ficar de fora desses tratados internacionais que Trump desprezou, e seu componente espacial levanta dúvidas sobre suas capacidades balísticas, e não só defensivas.

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O nome é inspirado no Domo de Ferro, programa de defesa antimíssil sofisticado de Israel, que funciona desde 2011 e foi desenvolvido com apoio dos Estados Unidos. Mas a inspiração parece parar por aí. O Domo de Ferro só consegue interceptar ameaças de curto alcance, como foguetes e drones, e funciona com radares rebocados por caminhões. Bem diferente dos satélites espaciais para derrubar mísseis intercontinentais de Trump, que teoricamente protegeriam uma área 450 vezes maior que Israel.

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Não dá para saber se o Domo Dourado vai funcionar. Por enquanto, satélites que possam interceptar mísseis intercontinentais estão mais no campo da ficção científica do que da realidade. Uma parceria com o Canadá e instalar equipamentos na Groenlândia ajudaria no desenvolvimento do Domo Dourado, mas isso tudo parece improvável atualmente. O projeto – que, além de tudo, é muito caro – também deve demorar bem mais de três anos para sair do papel – isso se ele sair do papel algum dia.

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Enquanto não sai do papel, o Domo Dourado já está dando o que falar. O projeto foi criticado pela China, por meio da porta-voz diplomática Mao Ning, que disse que ele aumenta a militarização do espaço e busca segurança só para os Estados Unidos enquanto prejudica a estabilidade global.

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Aumentar o sistema de defesa dos EUA, alguns argumentam, pode intensificar uma corrida armamentista com outros oponentes, como aconteceu durante a Guerra Fria. A julgar pelas notícias, o passado não está tão distante.

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