O julgamento da suposta trama golpista será retomado nesta terça-feira (9/9), com o voto do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Em caso de condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados, caberá aos ministros a definição da dosimetria da pena.
A ação penal contra Bolsonaro tramita na Primeira Turma, composta por cinco ministros. Caso haja eventual entendimento pela condenação, o colegiado decidirá sobre a dosimetria, etapa crucial do processo que define não apenas o tempo de prisão, mas também o regime em que a pena deverá ser cumprida.
Metrópoles transmitirá o julgamento de Bolsonaro. Veja como acompanhar
De acordo com o Código Penal, a dosimetria funciona como um cálculo que parte de uma pena-base. A partir dela, são considerados fatores agravantes e atenuantes. Nessa análise, os ministros da Corte avaliam a gravidade da conduta, os antecedentes e as circunstâncias em que o crime foi cometido.
Mario Sabino
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Ao denunciar Bolsonaro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) sustentou que o ex-presidente atuava como líder da organização criminosa, ou seja, pesa contra ele a imputação de chefiar a trama golpista.
É esse ponto pode diferenciá-lo dos demais réus. Com a acusação de liderança, Bolsonaro, em tese, está sujeito a uma pena maior do que a aplicada aos outros acusados. A dosimetria, portanto, busca evitar que a punição seja desproporcional: nem excessivamente branda, nem demasiadamente severa.
Os aliados de Bolsonaro que respondem ao processo no núcleo 1 terão suas condutas avaliadas individualmente. Os ministros vão considerar se houve participação direta na tentativa de golpe ou se atuaram apenas de forma acessória ao grupo criminoso.
Somente após a análise da pena-base e dos agravantes e atenuantes será proferida a sentença definitiva. Nesse momento, também é definido o regime de cumprimento da pena, que, segundo a gravidade dos crimes apontados pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, tende a ser o fechado.
O grupo responde por tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e privacidade de patrimônio tombado.
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Alexandre de Moraes foi sancionado pelo governo Trump
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Cármen Lúcia acompanha votos de Moraes STF
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Ministro Luiz Fux
Antonio Augusto/STF
Alexandre Ramagem é o único que só responde por três crimes, devido a uma decisão do STF. Após pedido da Câmara dos Deputados, dois crimes foram sustados da análise, por terem sido cometido depois da eleição do parlamentar. Ramagem responde por organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
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