A Polícia Federal (PF) determinou a reintegração de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão que ocupava antes de iniciar sua carreira política na Câmara dos Deputados. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, oficializa o fim do afastamento do ex-parlamentar da corporação, após a cassação de seu mandato em 18 de dezembro.
O ato declaratório emitido pela PF tem como objetivo a regularização da situação funcional de Eduardo Bolsonaro. A corporação ressalta que qualquer ausência injustificada poderá levar à abertura de um processo administrativo disciplinar, com possíveis sanções legais. A lei prevê a demissão de servidores públicos em casos de abandono de cargo.
Eduardo Bolsonaro estava licenciado do cargo de escrivão desde que assumiu como deputado federal. Ele reside no Texas, nos Estados Unidos, desde março de 2025, onde se afastou do mandato na Câmara para articular junto à Casa Branca sanções ao Supremo Tribunal Federal (STF), em decorrência das investigações contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O prazo de sua licença se encerrou em julho, e suas faltas consecutivas na Câmara levaram à cassação de seu mandato em 18 de dezembro, após atingir um número considerado suficiente de ausências.
Antes de ingressar na vida política, Eduardo Bolsonaro atuou como escrivão da PF entre 2010 e 2014. Durante esse período, ele passou por diversas unidades da corporação em diferentes estados, como Guajará-Mirim (RO), Guarulhos (SP), São Paulo e Angra dos Reis (RJ). Ele é graduado em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Procurado pela reportagem, Eduardo Bolsonaro não se manifestou sobre a decisão da Polícia Federal.
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