A defesa do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e deputado federal, Alexandre Ramagem (PL-RJ), apresentou, na noite desta quarta-feira (13/8), as alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF) no processo que apura uma suposta trama golpista para anular o resultado das eleições de 2022.
A defesa destacou a ausência de provas concretas e suficientes para sustentar as acusações. Os representantes de Ramagem argumentam que os elementos apresentados não atingem o padrão de prova “além da dúvida razoável” , essencial para uma condenação criminal.
“Fere a lógica e a razoabilidade a tentativa de lhe imputar qualquer responsabilidade por tão grave intento, que, segundo o Ministério Público, seria o de abolir as estruturas democráticas, impedindo o funcionamento de um Poder – o Legislativo – para o qual acabara de ser eleito, pelo voto popular, com o perdão da redundância”.
Brasil
Brasil
Fabio Serapião
Fabio Serapião
Ramagem está no mesmo núcleo que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele é acusado de ter cometido os crimes de organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima; e deterioração de patrimônio tombado.
Alexandre Ramagem era diretor da Abin na época do monitoramento ilegal
Reprodução2 de 5
Gustavo Moreno/STF3 de 5
O deputado federal Alexandre Ramagem
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto4 de 5
Ramagem votou na Barra da Tijuca, acompanhado de Bolsonaro
Reprodução/g15 de 5
Reprodução/TV Globo
A defesa aponta que a denúncia utilizou quatro arquivos de texto encontrados nos computadores de Ramagem para alegar que ele “construiu” a narrativa de fraude eleitoral e atacou a credibilidade do sistema de votação.
O documento “Presidente TSE informa.docx” teria sido uma “orientação pessoal” de Ramagem a Jair Bolsonaro e transmitido via WhatsApp. Para os representantes de Ramagem, os documentos não continham argumentos novos ou informações inéditas. Pelo contrário, eram meras reproduções de falas, pautas e críticas que já haviam sido proferidas publicamente pelo então presidente Jair Bolsonaro desde 2015.
Sobre a “Abin paralela”, a defesa esclarece que a ferramenta First Mile foi adquirida em dezembro de 2018, antes da gestão de Ramagem na agência. Os representantes também demonstraram que Ramagem tomou medidas administrativas para verificar a legalidade do uso da ferramenta, incluindo a instauração de procedimentos e a exoneração de um diretor que se recusava a prestar informações. As alegações finais trazem que Ramagem não foi o responsável pela renovação do contrato de uso da ferramenta
Após a apresentação das alegações finais de todos os réus do núcleo 1, o relator do caso pode pedir para que o julgamento seja marcado. O caso é julgado na Primeira Turma do STF, que é composta pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
[Metrópoles]Source link
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!